Embora eficaz, depilação a laser tem prós e contras; conheça mais sobre o método

ISABELA LEAL
Colaboração para o UOL

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    Depilação a laser não é definitiva, mas os resultados são duradouros

    Depilação a laser não é definitiva, mas os resultados são duradouros

Sempre que se fala em depilação a laser, a primeira coisa que vem à cabeça é que se trata de um método definitivo. Puro engano. Ao contrário do que parece e do que se acredita essa não é uma técnica que extermina os pelos para sempre. "Esse procedimento elimina cerca de 30% dos pelos a cada sessão e é capaz de bloquear o crescimento de até 80% deles até o final do tratamento", esclarece o dermatologista Agnaldo Mirandez, diretor da Clínica de Estética Perfetta, de São Paulo. "E os 20% de pelos restantes nascem mais finos e espaçados", complementa a médica Juliana Castro Moraes, da Clínica Vitalle, do Rio de Janeiro, especialista em medicina estética. O tempo que dura esse resultado é relativo e varia de uma pessoa para outra. "A durabilidade desse bloqueio no crescimento dos pelos é muito individual, mas os resultados podem permanecer de dois a cinco anos", explica a dermatologista Sara Bragança, do Rio de Janeiro.

As aplicações de laser durante um tratamento geralmente são feitas a cada 30 ou 40 dias, em média. Porém o tempo que vai demorar para os pelos sumirem também é relativo, pois depende da região do corpo a ser depilada, do tipo de laser empregado, da produção de hormônios, da cor da pele e da cor dos pelos. Pode variar de 5 a 8 sessões, em média, para os pelos sumirem, mas pode ser necessário até 12 sessões. "Áreas como virilha e axila, que têm pelos mais grossos e escuros, respondem melhor ao método, o que pode abreviar o tempo de duração do tratamento para três sessões. Já pernas e face, regiões onde os pelos são mais claros, a previsão é de cinco sessões. Mas vale ressaltar que essa é uma estimativa, os resultados são individuais e em algumas pessoas esse número de sessões estimado pode ser menor e em outras, maior", destaca Sara Bragança. "Uma vez concluído o tratamento, a manutenção pode ocorrer a cada quatro ou seis meses", complementa Juliana Castro.

Como age e quais são os riscos
O mecanismo de ação da depilação a laser é simples, porém delicado, e pode ter consequências como manchas e queimaduras. "Quando a luz do laser atinge o pelo, ela gera uma energia aquecida que o destrói, quando esse aquecimento atinge as células da raiz, o pelo não volta a crescer", esclarece Agnaldo Mirandez. "Essa energia é atraída pela melanina do pelo. Na prática isso significa que os pelos mais claros têm menos melanina e respondem menos ao método, já os mais escuros absorvem mais a luz do laser. Portanto nos fios grossos e escuros o tratamento é mais eficaz", justifica o dermatologista.

Por outro lado, justamente por conta dessa questão de que o laser é atraído pela melanina, peles bronzeadas, morenas e negras devem ser tratadas com muito critério porque a chance de ter queimaduras e manchas é maior. "Nesses casos, a melanina da pele se confunde com a do pelo e isso pode provocar manchas escurecidas. Mas isso é facilmente controlado com a potência da emissão de luz, que deve ser mais baixa, o que pode aumentar o número de sessões durante um tratamento", ressalta a especialista em medicina estética Juliana Castro Moraes. "Os aparelhos mais modernos podem ser utilizados em peles negras, com uma margem de segurança grande para o paciente", lembra a dermatologista Sara Bragança, do Rio de Janeiro. "Há ainda algumas técnicas para diminuir o risco de queimaduras nas peles morenas, como o tempo que a energia é administrada e o tipo de pulso que é feito", complementa Agnaldo Mirandez, da Clínica Perfetta. "Essa queimadura pode resultar em bolhas, manchas, vermelhidão, cascas, mancha escura ou mancha clara. Mas um bom profissional consegue reduzir bastante a chance disso acontecer", destaca o médico. Inclusive, o primeiro passo para um tratamento seguro é fazer o procedimento com um dermatologista ou especialista em medicina estética, de preferência com especialização em laser. Caso contrário, o risco de complicações é grande.

Sensação física

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    Aplicação do laser promove sensação de leve queimação na pele, por isso os especialistas recomendam uso de um anestésico tópico que deve ser aplicado 30 minutos antes da sessão

Na hora do contato do laser com a pele o que se sente é uma leve queimação. "À medida que se aumenta a potência do laser fica mais dolorido. Não chega a ser insuportável, é um desconforto, como acontece com as depilações com cera quente e fria", relata o dermatologista Agnaldo Mirandez. "Os melhores equipamentos para depilação são os mais dolorosos. Para se obter uma depilação eficaz a raiz do pelo precisa ser aquecida a uma temperatura mínima de 60ºC e isso causa dor. Para minimizar esse desconforto alguns fabricantes desenvolveram soluções anestésicas como anestésicos tópicos, gelo em forma de rolos, criogênio em spray e equipamentos de crioterapia", justifica a especialista em medicina estética, Juliana Castro Moraes, da Clínica Vitalle. "O mais usado é o anestésico tópico, que deve ser aplicado 30 minutos antes da sessão", lembra a dermatologista Sara Bragança.

No período pós-procedimento normalmente não há dor, mas é comum a pele ficar vermelha e em alguns casos, irritada, principalmente nas pessoas mais sensíveis. Mas essa sensação desaparece depois de algumas horas e pode ser amenizada com a aplicação de água termal e cremes à base de corticoides ou calamina na região tratada, para acalmar.  
 

Longe do sol
São muitos os motivos que fazem do sol um vilão, quando o assunto é depilação a laser. O mais clássico é a questão da pigmentação – a melanina das peles bronzeadas atrai a luz do laser e isso pode prejudicar o processo natural, em que a energia atinge pontualmente a raiz do pelo, comprometendo o sucesso do tratamento e provocando manchas. "O ideal é não se expor ao sol duas semanas antes da sessão e até três semanas depois, pois o sol é extremamente prejudicial para a cicatrização da pele", explica Sara Bragança. "Peço aos meus pacientes que não tomem sol durante todo o tratamento, já que a pele submetida a uma agressão se torna mais vulnerável a queimaduras solares e ao aparecimento de manchas. Usar bloqueador solar nesse período é fundamental", lembra Juliana Castro Moraes, da Clínica Vitalle.

Em tempo: os métodos mais utilizados são luz intensa pulsada, laser de diodo, Alexandrita e Nd Yag. Cada tecnologia tem características particulares que os diferenciam. Em comum, todos os sistemas usam a luz de alta energia que age atraído pela melanina. "Todos são eficazes, desde que utilizados por profissionais habilitados. O que define um bom profissional é o domínio que ele tem sobre o aparelho utilizado", alerta o dermatologista Agnaldo Mirandez, da Clínica Perfetta, de São Paulo.



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