Depois do boom do argan, conheça os novos óleos que prometem cuidar dos cabelos

Isabela Leal
Do UOL, em São Paulo

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    Óleos têm alta capacidade de penetração na fibra capilar, deixando os fios fortalecidos e hidratados

    Óleos têm alta capacidade de penetração na fibra capilar, deixando os fios fortalecidos e hidratados

No começo de 2011 o mundo da beleza parou para experimentar (e aplaudir) a grande promessa da temporada, para ressuscitar os cabelos fragilizados. Estamos falando do óleo de argan, tão eficaz e nutritivo que foi batizado de “óleo de ouro do Marrocos”, por conta de sua origem. Os benefícios de hidratação, emoliência, suavidade, brilho e nutrição desse produto acabaram despertando na indústria cosmética brasileira, e do mundo, outras descobertas nessa linha.

Posto isso, de lá para cá, outros óleos também se mostraram promissoras matérias-primas para os cabelos, como tratamento ou finalizadores. Marcas importantes e tradicionais apostaram no poder do extrato oleoso de flores e árvores como buriti, urucum, camélia, jasmim, macadâmia, coco, abacate, monoi, oliva, entre outros. E se engana quem pensa que eles são iguais. “Os óleos são extraídos da polpa ou da semente dos frutos. Depois de passar pelo processo de prensagem, cada óleo sai com uma característica de cor, odor e, claro, benefício. Geralmente para chegar ao produto final, a formulação combina substâncias conservantes específicas para preservar suas propriedades e fragrâncias. Isso diferencia um óleo de outro”, explica André Carvalho, gerente de desenvolvimento de produtos da Natura, marca que nos últimos anos vem explorando o poder dos óleos.

Os eleitos da temporada
A seguir, a dermatologista Juliana Carnevale, do Rio de Janeiro, explica os benefícios de alguns óleos, que são grandes apostas da indústria de cosméticos no momento.

Óleo de Monoi
Origem: Polinésia francesa.
Benefícios: esse óleo, rico em ácidos graxos, surge da maceração da flor de Tiaré com o óleo de coco e confere hidratação progressiva e duradoura, maciez e efeito reparador em cabelos secos e danificados.

Óleo de Urucum
Origem: extraído da semente da Bixa Orellana, nome científico da árvore típica da Amazônia.
Benefícios: rico em betacaroteno, atua reestruturando os cabelos e auxilia na proteção contra os raios ultravioletas.

Óleo de Pracaxi
Origem: extraído das sementes da árvore Pracaxi, da região Amazônica.
Benefícios: rico em ácido behênico, promove hidratação, maciez e aumento do brilho.

Óleo de Camélia
Origem: a camélia é nativa da Ásia Central e Oriental.
Benefícios: rico em ácidos graxos, ômega, polifenóis e vitamina E, promove a hidratação.

Óleo de Jasmim
Origem: extraído das puras flores brancas do Jasminum grandiflorum, officinale ou odorantíssimum – nativo da Índia.
Benefício: proporciona hidratação, brilho e maciez.

Óleo de Macadâmia
Origem: extraído das nozes de macadâmia, originárias da Austrália
Benefícios: contém ácido palmitoleico e vitamina E, é indicado para hidratação, nutrição e controle do frizz.

Óleo de Buriti
Origem: extraído da palmeira Buriti, da região Amazônica.
Benefícios: rico em vitaminas A, C, E e ativos antioxidantes, é ideal para cabelos que precisam de hidratação, controle do frizz e brilho. Protege contra os raios ultravioletas.

Óleo de Coco
Origem: o coqueiro é nativo do sudeste da Ásia e no Brasil é cultivado principalmente na Bahia, Amazonas, Pernambuco, Maranhão e Piauí.
Benefícios: contém triglicerídeos de ácido láurico (ácido graxo principal) e vitaminas. Promove hidratação, nutrição e regeneração dos fios.

Óleo de Abacate
Origem: o abacateiro é uma planta da família das lauráceas, nativas do México e América Central.
Benefícios: rico em aminoácidos, vitaminas (A, B, D, E), potássio, cálcio, fósforo, ferro, ácidos graxos (oleico e linoloeico), possui ação emoliente e hidratante.

Óleo de Cálamo
Origem: Europa e Ásia.
Benefícios: contém alto teor de resinas naturais que ajudam modelar os cabelos e combater o frizz, além de selar a cutícula dos fios protegendo-os das agressões externas. Sua raiz é rica em óleos essenciais aromáticos.

Óleo de Mirra
Origem: nordeste da África e Oriente Médio.
Benefícios: contém óleos essenciais, hidrocarbonetos, resinas e gomas. Tem efeito de regenerar e preservar a fibra capilar.

Óleo de Oliva
Origem: Ásia Menor, Síria e Palestina.
Benefícios: contém ácidos graxos, fosfatídeos e esqualeno. Proporciona emoliência, aumenta o brilho e melhora a penteabilidade, mas sua principal ação é restaurar a flexibilidade natural dos cabelos ressecados.

Óleo de Ylang Ylang
Origem: Ásia e Europa.
Benefícios: além de ser extremamente aromático, proporciona brilho e toque macio e luminosidade.

Óleo de Prímula
Origem: Oriente do Canadá e nordeste dos EUA.
Benefícios: contém um ácido graxo essencial chamado Ácido Gama Linolênico (GLA), que promove ação hidratante.

Óleo de Alecrim
Origem: é nativo da região do Mediterrâneo.
Benefícios: estimula a circulação e o crescimento dos cabelos, possui ação anticaspa e previne a queda dos fios.

Os benefícios
Sem dúvida alguma, cada óleo tem suas características, provenientes da composição da planta de onde são extraídos, mas alguns aspectos são comuns a todos eles como, por exemplo, o poder de emoliência e brilho, a capacidade de hidratação e a facilidade de penetrar no fio. “Nos cabelos, os óleos selam e reparam as cutículas dos fios. Além de deixá-los mais disciplinados e menos rebeldes; e mais suaves ao toque. Se usados sem exagero e bem distribuídos nos fios, eles conferem brilho, hidratação, maciez e ainda recuperam cabelos danificados e  com pontas duplas”, resume a dermatologista Sara Bragança, do Rio de Janeiro. Tudo isso porque, embora pareça o contrário por ser um líquido mais grosso, os óleos têm alta capacidade de penetração na fibra capilar. “Eles possuem baixo peso molecular e ácidos graxos que têm afinidade com as proteínas naturais dos cabelos, o que favorece uma enorme capacidade de penetração na haste capilar. Resultado: os cabelos ficam fortalecidos e mais hidratados”, justifica a dermatologista Juliana Carnevale, do Rio de Janeiro.

Como usar

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    Depois de escolher o óleo ideal para seus fios, a aplicação pode ser feita com os cabelos secos ou úmidos

Os óleos podem ser usados de diferentes maneiras, de acordo com a necessidade do cabelo. Confira abaixo algumas formas de tirar proveito desse tipo de cosmético.

- Para turbinar a máscara de tratamento – basta pingar algumas gotinhas antes de aplicar o produto nos cabelos e deixar agir por alguns minutos.
- Pré-escova – com os fios ainda úmidos aplique poucas gotas e seque normalmente com secador (evite passar óleo nos cabelos quando for utilizar chapinha ou babyliss). Essa dica é para quem vai fazer escova ou deixar secar naturalmente.
- Pré-lavagem – antes de lavar com o xampu, aplique algumas gotinhas no comprimento e pontas e deixe por alguns minutos.
- Após lavar os cabelos, com os fios ainda úmidos ou depois de secos, aplique nas pontinhas – o óleo faz as vezes de um finalizador com efeito de controle do frizz ou de selar as pontas duplas.
- Antes de ir para a praia ou piscina aplique nos cabelos, sempre evitando a raiz – nesse caso protege do sal e do cloro. 

Em cabelos oleosos, pode?
A resposta é sim. Tudo vai depender da quantidade e da região do fio onde é aplicado. “Nesse tipo de cabelo, os óleos funcionam bem como finalizadores – a indicação é nunca passar na raiz, apenas nas pontas, e sempre um pingo, sem exagerar”, sugere o cabeleireiro Sergio G. do Studio W Iguatemi, de São Paulo. E a médica Sara Bragança endossa. “Quanto mais oleoso o cabelo, mais cautela para usar os óleos finalizadores, que para esse tipo de fio, só devem ser aplicados nas pontas. A quantidade máxima é de duas gotinhas, bem espalhadas com as palmas das mãos. Ao menor sinal de exagero, é melhor tirar o excesso com uma toalha, como se tivesse amassando o cabelo. Se for aplicado no comprimento do fio pode dar aspecto de peso e gordura nos cabelos”, esclarece a dermatologista.

 

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