Saiba o que fazer quando a progressiva começa a "vencer"

Isabela Leal
Do UOL, em São Paulo

  • Thinkstock

    Durante o período da transição entre a progressiva e a volta dos fios naturais, é normal que o cabelo fique com duas texturas, o que exige cuidado extra e muita paciência

    Durante o período da transição entre a progressiva e a volta dos fios naturais, é normal que o cabelo fique com duas texturas, o que exige cuidado extra e muita paciência

Cansadas dos cabelos artificialmente lisos com progressiva ou outros métodos de alisamento, muitas mulheres querem se livrar da química excessiva e deixar os cabelos ao natural de novo. No entanto, a questão é: como sobreviver a esse período de transição? Em que os cabelos têm duas texturas, a ondulada ou crespa na raiz e os fios alisados no comprimento. Para começar, é preciso saber que não existe cosmético que anule o alisamento, o que se pode fazer é minimizar o efeito dessa fase de "retorno à textura original". O cabeleireiro Júlio Crepaldi, do Salão Galeria, de São Paulo, explica que depois da progressiva os fios ficam sem movimento, já que o formol – mesmo quando em baixa concentração -  age como uma capa que impermeabiliza e enrijece os fios. "E é pior ainda para quem repetiu muitas vezes o processo. A química é cumulativa e vai danificando cada vez mais o fio, que fica muito poroso e fragilizado", diz. Em outras palavras, o único jeito de ter o antigo cabelo de volta é esperando crescer. Enquanto isso não acontece, a alternativa é recorrer a algumas maneiras de passar por essa fase sem traumas.

Corte – um grande aliado
Para o cabeleireiro Wilson Eliodorio, de São Paulo, existe um jeito prático de resolver o problema: "jogar fora o cabelo velho alisado". Ele defende a teoria de que depois de analisar a fibra capilar o profissional elimina a parte realmente danificada. "Em 40cm de comprimento de fio talvez apenas 10cm da ponta estejam muito ruins", explica. Outra opção é fazer um corte mais radical e ainda seguir a tendência do momento: "O comprimento da temporada vai do curto ao semilongo, o limite é altura do ombro", diz Viktor I, cabeleireiro e proprietário do Vimax Art Hair Beauty, de Curitiba e São Paulo. Quanto ao design de corte, Crepaldi é a favor dos mais retos, sem camadas ou degradés. "O chanel é bem prático nessa fase porque disfarça a rigidez", diz. Para Eliodorio não há regras: "O que vale é a harmonia visual e uma postura positiva da mulher diante do problema. Ela pode aproveitar que quer mudar a textura do cabelo e tentar um corte também diferente, desde que se sinta bem, claro", opina.

Transição menos radical
Quem quiser uma mudança mais leve pode promover, gradativamente, um alisamento suave na raiz e assim ir reduzindo a diferença de texturas nos fios. Júlio Crepaldi sugere um relaxamento de ondas feito à base de hidróxido de sódio, desde que o processo seja bem suave com aplicação e massagem por dez minutos no máximo. "O método solta um pouco mais o cacho e não deixa a diferença tão gritante", ressalta. Eliodorio prefere usar a própria química da progressiva, porém muito mais diluída, para produzir a textura intermidiária entre a raiz e as pontas. "O segredo está na diluição e na base feita com veículos com bálsamos e ação termoprotetora para poupar ao máximo o fio", justifica.

Tratamento imediato
Nesse período de transição é importante que os cuidados sejam acompanhados de perto por um bom profissional. Assim, veja o que os especialistas consultados por UOL Mulher consideram importante fazer.
• A parte danificada que não é eliminada com o corte exige tratamento intenso para melhorar sua aparência. Viktor I sugere que, antes de qualquer coisa, se faça um detox capilar, isto é, uma desintoxicação com um potente antirresíduo para tirar o máximo que for possível do produto químico da progressiva. É um tratamento de choque mesmo.
• Geralmente deve-se fazer um tratamento no salão a cada 15 ou 20 dias. O que fazer será decidido depois de uma análise capilar, o importante é que um cabeleireiro acompanhe as condições do fio.
• Como os fios ficam fragilizados e porosos, é preciso uma hidratação permanente e, em alguns casos, profunda, para repor a água perdida pela ação da química. Mas cada cabelo tem uma necessidade. Converse com o seu cabeleireiro, é ele quem vai determinar a frequência com que se deve ir ao salão para hidratar.
• Fazer uma reposição de nutrientes, como proteínas e vitaminas, ou mesmo uma cauterização para repor aminoácidos, também pode ser útil para a força e resistência dos fios.
• Júlio Crepaldi ressalta a importância nesse momento dos produtos à base de óleos, que ajudam na nutrição e devolvem o brilho do fio.


Cuidados em casa
Saiba o que fazer em casa para tornar essa transição, do fio alisado para o natural, mais amena, preservando a saúde dos cabelos.
- Faça hidratações semanais em casa com máscaras e finalizadores específicos para o seu cabelo. Peça uma opinião para o seu cabeleireiro sobre o produto mais indicado para o seu caso.
- Dos produtos disponíveis no mercado, as linhas que oferecem nutrição e reparação total para os fios com química são muito eficazes.
- Abuse dos finalizadores, eles são fundamentais no processo de equilíbro, saúde e aparência dos fios. "O leave in na raiz deve ser um antifrizz e nas pontas um ativador de cachos", sugere Viktor I.
- Por fim, jamais utilize secador ou chapinha sem antes aplicar um produto termoativado, assim os fios já fragilizados ficam menos vulneráveis ao calor e ao movimento mecânico da secagem.

 

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