Azzaro Couture é fragrância para mulheres cujos corações estão nos anos 70 e 80

por Chandler Burr, do "The New York Times" *
Notas Perfumadas

  • Criadora: Azzaro Avaliação:

O perfumista Aurelien Guichard, filho do igualmente talentoso Jean Guichard (criador do imortal L'Interdit for Givenchy), tem uma excelente variedade de criações. Ele pode ir do retrô-chique Baghari, a encarnação contemporânea de Robert Piguet, ao delicado e cult Chinatown, da Bond No. 9, ao chipre concretista do século 21 (retire o labdanum e acrescente asfalto e o odor chamuscado do aço sob o fogo da solda) Unforgivable, de Sean John.



O primeiro perfume de Loris Azzaro, apresentado ao mercado em 1975, foi Azzaro Couture - dizem que um feminino ousado e voluptuoso. Os administradores da marca também estavam por trás do megahit comercial Chrome em 1996. Chrome foi um exemplo perfeito dos odores de gases metálicos e estéreis dos anos 90. Era um perfume com cheiro tão metálico e químico que parecia ter seu próprio número atômico. Chrome predominou tanto a marca Azzaro que é quase estranho ver que a maison revisitou o Couture, uma criação anterior e vinda de uma escola estética profundamente diferente. Mas ela o fez. Jean Guichard, sob a direção de Vanessa Seward e Pierre Aulas, criou uma versão para 2008, apresentada em setembro.

É relativamente bem feito. Grande, rico e folheado a ouro, este é um perfume para mulheres cujos corações estão nos anos 70 e 80 e que sonham com a fusão das duas eras. A gratidão delas será infinita. Azzaro Couture evoca um eco inconfundível de Love in Paris, de Guichard, um floral de ouro branco adorável, criado muitos anos atrás para Nina Ricci. Mas Couture é mais retrô e talvez mais moderno que Love, surgindo como uma modelo iluminada na passarela, toda vestida de branco. É um floral com um poderoso formato neo-oitentista formulado - acredito eu - fundamentalmente a partir de um acorde de mimosa (ele tem aquele cheiro estranho e extraterrestre da mimosa, uma flor de um planeta levemente diferente do nosso) e caranal, uma matéria-prima sintética de bambear as pernas e que cheira sangue macerado em peônia sendo atravessado por uma corrente elétrica. Ele acende o perfume feito neon e lhe traz um poderoso brilho, como a capota de uma BMW série 7 cor de champagne.

Macio, o oposto de tímido e materialista - mas só no bom sentido, é claro. Azzaro Couture diz: "Que crise da economia? Ainda tenho meu belo emprego em um escritório na cidade grande". Se você realmente ainda tiver seu belo emprego, ou se só quiser passar a impressão que tem, este perfume é para você.

Azzaro Couture
Azzaro
azzaro-couture.com
 

Tradutor: Erika Brandão

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