Conheça o tipo de grama mais adequado para cada jardim

JULIANA NAKAMURA
Colaboração para o UOL

  • Divulgação

    Esmeralda (Zoysia japônica): com folhas estreitas, pontiagudas, de cor verde-esmeralda, essa é a variedade de grama mais produzida e comercializada no Brasil

    Esmeralda (Zoysia japônica): com folhas estreitas, pontiagudas, de cor verde-esmeralda, essa é a variedade de grama mais produzida e comercializada no Brasil

Além de ser um dos itens de maior impacto visual no paisagismo, um gramado bem cuidado valoriza as áreas externas, ajuda a destacar a exuberância das plantas ornamentais e dá unidade aos diferentes elementos que compõem um jardim.

Mas selecionar a grama certa para cada situação não é tarefa fácil. Há diferentes tipos de gramíneas à disposição no mercado e, embora todos eles possam prover excelentes tapetes verdes para jardinagem, a escolha deve ir além da análise dos efeitos estéticos.

É preciso levar em conta, por exemplo, características do local de implantação, como luminosidade, umidade e tipo de solo. Antes de definir qual grama plantar é fundamental considerar também a possibilidade de manutenção e o nível de pisoteio a que o gramado estará exposto.

Veja os principais tipos de grama utilizados em projetos
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No Brasil, entre as espécies mais aproveitadas no paisagismo destacam-se as gramas esmeralda (Zoysia japonica), são-carlos (Axonopus compressus) e santo-agostinho (Stenotaphrum secundatum).

Sem dúvida, a mais popular de todas, especialmente para aplicação em áreas residenciais, é a esmeralda. Esse tipo de grama vem sendo muito utilizado pelos paisagistas por causa de suas folhas mais estreitas, que conferem ao gramado uma aparência delicada. O preço mais baixo, em comparação a outras gramíneas, a resistência e facilidade de manutenção são outros motivos que explicam o sucesso dessa variedade. "Trata-se de uma grama relativamente resistente ao pisoteio que pode ser plantada inclusive em solos mais pobres", afirma a paisagista Marisa Lima. A versatilidade é outra característica da esmeralda, que pode ser aproveitada em gramados esportivos, em jardins residenciais, em áreas públicas e, até mesmo, em taludes e encostas para o controle da erosão.

De forma geral, as gramas demandam muita luz e água para se desenvolverem. Mas há espécies que conseguem se adaptar bem a áreas sombreadas. Esse é o caso da grama-são-carlos, também conhecida como grama curitibana, grama-tapete ou grama de folha larga. Essa gramínea tem como característica a tolerância à meia sombra e ao sol pleno. Outra virtude é o seu crescimento lento, o que acaba exigindo menos podas. A paisagista Ivani Kubo diz que as gramas são-carlos também são indicadas para jardins com presença de cães, que têm preferência por essa grama de folhas largas, lisas, sem pelos e de coloração verde intenso.

Em áreas litorâneas, a espécie que melhor se adapta à salinidade é a santo-agostinho, que também se desenvolve à sombra e no frio, além de possuir boa tolerância ao pisoteio. Já nos casos em que o proprietário do jardim não tem muita disponibilidade para manter o gramado, a grama coreana (Zoysia tenuifolia), também conhecida como grama japonesa, é a mais conveniente. Essa espécie apresenta um crescimento mais lento, em comparação a outros tipos de grama. "Embora apresente um custo inicial mais alto, costumo sugerir esse tipo de grama aos clientes que buscam manutenção quase zero, como em casas de veraneio", conta Ivani Kubo. A grama coreana se adapta bem a lugares de dimensões reduzidas, porém não é adequada para locais sujeitos a pisoteios.

Plantio e manutenção
Apenas escolher a espécie de grama certa não é garantia da beleza do gramado. O sucesso do plantio depende também da utilização de gramas de fornecedores de boa procedência, do preparo adequado do terreno, assim como de manutenção correta.

O plantio das gramas, seja fornecido em rolo ou em placas, deve ser feito, preferencialmente, na época de chuvas. Ervas daninhas e insetos precisam ser previamente eliminados do solo e a acidez da terra tem de ser corrigida. "Solos ácidos pedem correção com calcário dolomítico", afirma a paisagista Marisa Lima. Solos arenosos, por sua vez, devem receber adição de matéria orgânica.

A rega deve ser abundante e diária. A adubação precisa ocorrer, pelo menos, a cada ano, se utilizado adubo granulado e composto orgânico, ou a cada dois anos, se empregado húmus de minhoca.

A poda é outro cuidado importante para manter a vitalidade do gramado. A frequência depende, em geral, da quantidade de chuva. Nos períodos chuvosos, a grama cresce mais rápido e pode exigir cortes a cada 15 dias. Já no clima seco do inverno, as folhas demoram mais para se desenvolver, aumentando os intervalos entre as podas.

Para cada tipo de grama há uma altura ideal de poda. A grama coreana, por exemplo, deve ser aparada sempre que alcançar dois centímetros. Mas uma recomendação importante, independente da espécie plantada, é não deixar a grama ultrapassar sete centímetros de altura, para que o gramado não acabe ficando com um aspecto ressecado.

Além disso, após cada poda, o gramado precisa ser varrido vigorosamente. Isso porque as aparas remanescentes tendem a formar uma camada de palha seca que atrapalha o arejamento do solo.

 

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