Você sabe liderar uma equipe no trabalho? Faça o teste e leia dicas para ser um bom chefe

MARCELO DUARTE JATOBÁ
Colaboração para o UOL

Liderar uma equipe nem sempre é tarefa das mais simples. Lidar com os próprios conflitos já dá um bom trabalho. Mas o que fazer para administrar, ainda, os problemas e interesses de um grupo no ambiente profissional? O chefe precisa manobrar muitas questões: ser equilibrado –para não ser rabugento ou condescendente demais– , perceber quando as pessoas estão estimuladas ou não e alinhar funcionários aos objetivos da empresa são algumas das tarefas.

"Liderar significa cuidar de pessoas e desenvolvê-las”, afirma Marco Fabossi, coach, palestrante e escritor. Ele diferencia o papel de gestor do de líder. O primeiro se concentra nos números, nos resultados. O segundo pensa na satisfação e bem-estar de um grupo para alcançar objetivos.

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A roda de trás de uma bicicleta é a que impulsiona. É necessária porque o negócio precisa ir para a frente, precisa de resultados. Ela é o gestor. Já a roda da frente é a que dá equilíbrio e direção. É o líder. A combinação das duas coisas é que faz com que o negócio atinja seus objetivos.

Marco Fabossi
Coach, palestrante e escritor


Existe o gestor que não é líder e o líder que não é gestor. Mas uma coisa não funciona sem a outra. "O gestor que é líder não enxerga pessoas como números, mas como potencial”, diz Fabossi. "O gestor tem subordinados e o líder tem seguidores."

Entre outras habilidades, resolver conflitos e buscar soluções que mantenham as relações equilibradas e harmoniosas é fundamental. "Isso acontece através da negociação, do diálogo. Dessa forma, fica mais fácil identificar a origem, a natureza e a amplitude dos problemas. O líder precisa ter essa sensibilidade", afirma Arnaldo Mazzei Nogueira, escritor, coordenador da área de Relações do Trabalho e Recursos Humanos da FEA-USP e professor titular da FEA-PUC.

Saber ouvir é mais importante do que saber falar. "É fundamental", diz o coach Fabossi.  "O bom líder consegue extrair o melhor de cada colaborador, dando autonomia para que tenham suas próprias ideias e liberdade de ação", explica Daniela Correa, consultora de Recursos Humanos da Catho Online. Ela aconselha a prestar atenção em todos os funcionários: os que demonstram desinteresse e os dedicados. Com isso, você fará ajustes de acordo com a necessidade e as características da equipe e da empresa.



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