Sexo tântrico pode durar quatro horas e levar ao "hiperorgasmo"; aprenda dez princípios básicos

Simone Cunha
do UOL, em São Paulo

A cumplicidade entre o casal pode transformar a relação sexual em um momento delicioso. Isso costuma acontecer com o tempo, quando os dois já se conhecem e sabem exatamente quais toques, carícias, beijos e estímulos levam o parceiro à loucura. A proposta do sexo tântrico é justamente essa: atingir o máximo do prazer. Mas sem pressa. "O sexo tântrico é demorado porque exige paciência e aproveitamento integral do ato de amor, fazendo dele uma meditação, um momento de felicidade", diz Otávio Leal, professor de tantra da Humaniversidade Holística e autor do livro "Maithuna: Sexo Tântrico" (Editora Alfabeto).

Segundo Leal, os rituais mais modernos podem durar cerca de quatro horas. "Alguns mais tradicionais podem chegar a até duas semanas, devido à preparação", diz o professor. E a principal conquista desse encontro não é atingir o orgasmo. "O objetivo é a evolução. Trocamos e fazemos a energia expandir, unimos essa energia com a do parceiro e entendemos o mundo da dualidade", afirma mestre Victor Lino, diretor do Prakriti Yoga. 

É por meio de todo esse processo de união de energias e consciências que o casal alcança diversos orgasmos. "A cada orgasmo, uma quantidade cada vez maior de energia é levada para a cabeça. Após uma série deles, chegamos a uma forma de prazer que ultrapassa a sensação física tradicional do orgasmo", afirma o mestre Victor Lino. Essa sensação pode ser chamada de "hiperorgasmo". "Ele provoca mudanças profundas com alterações químicas no corpo, como aumento da serotonina e alterações que interferem no gosto da saliva", diz. Todas essas sensações podem acontecer por meio de uma série de orgasmos ou um único e intenso orgasmo. Para Lino, o sexo tântrico é mais saudável, mais prazeroso, conecta mais as pessoas e gera muito mais amor. "Do ponto de vista de direcionamento de energia, ele é superior ao sexo tradicional", afirma. "Para o tantra, eliminar sêmen sem o intuito de procriação é um desperdício de energia”.  Por isso, no sexo tântrico, o homem deve segurar a ejaculação. 

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No tantra, o sexo é considerado um ritual de inspiração divina e recebe o nome "maithuna". A mulher é quem conduz o ritual, pois detém a energia da deusa Shakti. Já o homem deve ser passivo, sob a energia do deus Shiva. Para atingir o clímax, o casal precisa agir sem pressa, prolongando as preliminares e deixando que os cinco sentidos sejam despertados. 

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