Saiba qual é o papel do pai da noiva e o que ele deve vestir no casamento

Ricardo Oliveros
Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Tanto o pai, quantos os padrinhos devem seguir o estilo do noivo

    Tanto o pai, quantos os padrinhos devem seguir o estilo do noivo

O papel do pai da noiva em um casamento parece bem simples: conduzir sua filha até ao altar para entregá-la ao noivo. Mas muitos têm dúvidas sobre o que usar, de que lado entrar, quais as despesas com que tem de arcar e, na sua ausência, com quem a noiva entra na igreja. A coluna Hora H desta semana responde estas dúvidas. 

Os sogros do cinema não são fáceis

O cinema soube explorar, especialmente em comédias, o desespero de alguns pais quando a filha anuncia o casamento. Em “O Pai da Noiva”, de 1991, George Banks (Steve Martin) tem uma crise de ciúmes e apronta um monte de confusões entre o noivado e a festa de casamento da filha Annie (Kimberly Williams). Já em “Entrando numa Fria”, de 2000, Greg, interpretado por Ben Stiller, tem que enfrentar o sogro Jack Byrnes (Robert DeNiro), um ex-agente da CIA que não vai com a sua cara. No filme “Casamento Grego”, de 2002, há o conflito de culturas quando Gus Portokalos (Michael Constantine) precisa se esforçar muito para aceitar o casamento de sua filha com um americano. No filme “Mamma Mia!”, musical lançado em 2008, Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, como não conhece o pai biológico, envia convites para três ex-casos de sua mãe: Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgård), para que todos compareçam ao casamento. Na vida real, os ciúmes e as desavenças entre sogros e genros podem existir, mas na hora do casamento já devem ter sido contornados em nome da felicidade do casal. 

Quem paga a conta? 

O dote é um costume antigo, no qual a família da noiva doava ao casal uma quantia considerável de dinheiro e bens. De acordo com o livro “O Desaparecimento do Dote - Mulheres, famílias e mudança social em São Paulo, Brasil, 1600-1900” (2001), de Muriel Nazzari, o dote era considerado uma espécie de adiantamento da herança. Em São Paulo, este costume passou a não existir no começo do século 20, devido às mudanças econômicas e sociais pelas quais o país passava naquele momento. 

Com o fim do dote como obrigação, durante certo tempo virou tradição os pais da noiva arcarem com as despesas do enxoval, vestido da noiva, igreja, decoração, festa de casamento, lua-de-mel, convites e fotos. Depois, ficou acordado que a família do noivo seria a responsável pelas alianças, custos da lua de mel e, em alguns casos, pela casa onde o casal iria morar. Hoje em dia, é normal que as famílias dividam todas as despesas de comum acordo, incluindo até os próprios noivos no rateio. De qualquer forma, vale o bom senso: o casal deve fazer uma previsão de gastos com antecedência, discuti-la com suas respectivas famílias e, principalmente, não deixar ninguém constrangido com a situação.

Como deve ser a entrada na igreja?

Muitos casamentos realizavam o cortejo, ou seja, a entrada do noivo, dos pais, dos padrinhos e madrinhas, pajem e dama de honra e por fim a noiva com seu pai. Atualmente, isso é reservado para matrimônios com muita pompa. O modo clássico é a noiva entrar na igreja acompanhada pelo pai, ao seu lado direito. Esta ordem pode ser invertida, caso a cauda do vestido seja muito extensa, evitando que o pai dê uma volta muito grande quando se dirigir para o lado esquerdo no altar, lugar reservado para os pais, madrinhas e padrinhos da noiva. Se o véu cobrir a face da noiva, é o pai quem retira a peça, antes de fazer a entrega simbólica ao noivo. 

O que o pai da noiva deve vestir?

A regra é clara. Tanto o pai, quantos os padrinhos devem seguir o estilo do noivo. O mais elegante é o terno, composto de paletó, colete e calça. Esta combinação é clássica e versátil, já que todos vão poder usá-la em outras ocasiões. 

Para casamentos diurnos, opte por tons claros, como o cinza ou bege. Para a noite, pretos risca-de-giz, azul marinho e cinza chumbo são os mais recomendados. O importante é combinar com o noivo se todos vão usar o mesmo tom ou não. O uso do “smoking”, muito comum nos Estados Unidos, tem ganhado adeptos no Brasil e é indicado para os casamentos formais. Suas características principais são a lapela feita de seda, a camisa trabalhada na parte da frente com pregas, a gravata borboleta e a faixa de seda, que fica sobre a calça quando não se usa o colete. Independente da escolha, ninguém deve se destacar mais do que o noivo, nem o pai da noiva. 

Se o casal escolher que no altar todos os homens estarão com o mesmo tom do terno, a gravata pode ser o diferencial. Para a cerimônia diurna, as gravatas de duas cores e sem brilho são ótimas opções. Os modelos lisos e com o brilho da seda ou cetim, nas cores prata, vermelho e lilás representam boas escolhas para depois das 18h. Para o pai que vai acompanhar sua filha, a clássica camisa branca é a opção certa. Nos pés, escolha sapatos pretos de amarrar, muito bem engraxados, já que combinam com a maioria das cores de ternos. 

Na ausência do pai quem entra com a noiva? 

Em caso de falecimento ou brigas irreconciliáveis, a noiva pode entrar com o avô, padrinho de batismo, irmão mais velho ou um homem muito próximo da família, como um tio, por exemplo. Se os pais estão separados, no altar prevalecem os laços consanguíneos, ou seja, mesmo que os pais casem novamente, somente o pai e a mãe ficam no altar. Se por algum motivo isso criar alguma saia justa, convide os atuais cônjuges para padrinhos.



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