Paris, de YSL, irradia na pele e atravessa os anos sem esforço

por Chandler Burr, do "The New York Times" *
Notas Perfumadas

  • Frasco do perfume Paris, de YSL
    Criadora: Sophia Grojsman Avaliação:

A perfumista Sophia Grojsman é conhecida em sua indústria como a mestra da rosa. Seu trabalho se estende do White Linen (1978), da Estée Lauder, o melhor aldeídico - a essência do pó de talco, um cheiro que na verdade é bastante moderno e abstrato - ao Eternity (1988) para Calvin Klein, o floral proto-americano Beautiful (1985, também Estée Lauder) e a incrível essência verde do Calyx (1986) para Prescriptives.

Mas de alguma forma, foi com Paris, para Yves Saint Laurent, que Grojsman tornou-se a rainha da rosa. Embora o tenha criado em 1983, Paris continua relevante como um perfume de rosa, o que é bastante significante. Ele é um raro e impressionante perfume que funciona tão bem no século 21 como o fez no século passado.

Em Paris, Grojsman criou um híbrido de rosa e violeta. A rosa é complexa: todo o peso e profundidade da icônica flor, aquela essência roxa das tardes com mulheres em vestidos, porém sem os aspectos antiquados. O lado verde da violeta, quase sombrio, é crucial para o perfume. É uma violeta de certa forma modernizada, não a versão antiga e pesada encontrada em salões de barbeiros, mas uma suave, como se cetim crescesse em um jardim.

Mas Paris é, fundamentalmente, uma rosa crepuscular, uma que, se vista como clássica - a palavra educada para "pertencente à uma certa era" -, ela o faz com tamanha sutileza e elegância que se torna atemporal. Paris irradia na pele. Sem esforço, ele atravessa os anos, equilibra-se perfeitamente e torna mais belo tudo o que toca. É um dos paradigmas da rosa paradigmática.


Paris
YSL
www.ysl.com
 

Tradutor: Felipe Meres

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