Por estádio maior, Palmeiras deve alargar avenida em SP

  • Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem

    Vista aérea do estádio do Palmeiras, o Parque Antarctica (Palestra Itália), em São Paulo

    Vista aérea do estádio do Palmeiras, o Parque Antarctica (Palestra Itália), em São Paulo

São Paulo - Alargar em um metro a Avenida Francisco Matarazzo, reformar o Viaduto Antártica, plantar 1.100 mudas de árvores e melhorar a sinalização de 22 ruas. São as obras que a Sociedade Esportiva Palmeiras terá de realizar nos próximos dois anos na Vila Pompeia, zona oeste de São Paulo. Até agosto de 2012, o clube pretende dobrar a capacidade de seu estádio com a construção de uma arena multiuso para 45 mil pessoas - um projeto de R$ 300 milhões.

Nesse mesmo período, a WTorre, concessionária do empreendimento, terá de investir R$ 6 milhões em contrapartidas viárias e ambientais exigidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e outras secretarias municipais. Assinada pelo ex-secretário de Transportes Alexandre de Moraes, a certidão de diretrizes da obra foi emitida em 20 de abril. Dias depois, o clube começou a reformar sua área social, incluindo demolição de quadras de tênis e fechamento do estádio para jogos. Em agosto, começarão as obras externas.

Para minimizar o trânsito no entorno, o Palmeiras terá de fazer, entre outras intervenções, a reconfiguração da Praça Marrey Júnior, na esquina da Avenida Sumaré com a Rua Turiaçu, o alargamento da Rua Padre Antônio Tomás e a revitalização da Passarela Arrancada Heroica de 1942. Se não cumprir as medidas, o clube não receberá licença de funcionamento da arena.

A principal obra, no entanto, será o alargamento da Francisco Matarazzo. Em 500 metros de extensão, entre os Viadutos Antártica e Pompeia, a via terá quatro faixas, em vez das três atuais. A exigência da Prefeitura é para evitar o estrangulamento da principal ligação do eixo Lapa-Pompeia com o centro. Ali, o trânsito é complicado em dias de jogos, eventos e horários de pico. "Temos dois anos para fazer tudo o que o governo pediu. Não vamos fazer tudo de uma vez para não atrapalhar o trânsito", afirma José Cyrillo Júnior, diretor do clube.

Desde janeiro, associações da Lapa e da Pompeia cobram da Prefeitura as contrapartidas do Palmeiras para o trânsito dos dois bairros. Moradores reclamam que o governo municipal deveria ter exigido do clube a construção do prolongamento da Avenida Auro Soares de Moura Andrade até a Rua Carlos Vicari, o que seria uma opção à Francisco Matarazzo para os motoristas em dias de jogos e shows. As associações também pedem a construção pelo clube de um piscinão no entorno do estádio. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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