Nova Luz, em SP, deve desapropriar 89 imóveis

  • Apu Gomes/Folhapress

    Área entre a Alameda Barão de Limeira, Rua dos Gusmões e Rua Conselheiro Nébias, que será remodelada no projeto Nova Luz (17/11/2010)

    Área entre a Alameda Barão de Limeira, Rua dos Gusmões e Rua Conselheiro Nébias, que será remodelada no projeto Nova Luz (17/11/2010)

São Paulo - O projeto que pretende revitalizar a cracolândia e transformar a região com bulevares e praças inspiradas em Barcelona e Nova York deve levar à desapropriação de pelo menos 89 imóveis - sendo 3 estacionamentos, 27 prédios e 59 galpões ou loja. Esse número diz respeito apenas às melhorias urbanas, como a criação de parques, ciclovias e calçadões.

A maior parte das desapropriações, segundo o governo, virá de investimentos do mercado imobiliário, que poderá construir em mais de 20 quarteirões. O governo municipal já recebeu do consórcio responsável pelo estudo urbanístico da Nova Luz o mapa preliminar das desapropriações e o estudo de viabilidade econômica do projeto, que mostra onde e quanto o mercado imobiliário poderá lucrar na área - os dois trabalhos ainda não foram divulgados.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano informou que ainda não é possível precisar o número total de desapropriações, porque os estudos não estão completos e haverá audiências públicas. Entre as informações divulgadas na apresentação da primeira fase do projeto está um mapeamento que aponta quem é o morador da região da Luz atualmente e também o perfil que o consórcio espera atrair para viver na Nova Luz.

Atualmente, diz o estudo, cinco tipos de moradores vivem na cracolândia: pequenos proprietários de empresas que trabalham de casa, comerciantes de lojas de eletrônicos, de motos, imigrantes legais e pessoas que vivem há anos no local e são proprietárias de pequenos negócios. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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