Figueira bicentenária corre risco de morrer em SP

A saúde de um paulistano com mais de 200 anos tem preocupado biólogos e moradores do Sacomã, na zona sul de São Paulo. Chamada de Árvore das Lágrimas, a figueira bicentenária já foi limite da cidade e ponto de despedida para quem ia a Santos, no litoral.

Hoje, com estimados 230 anos, está escondida embaixo de uma figueira mais nova e cercada por muros pichados, em um terreno da Estrada das Lágrimas.

A árvore histórica recebe, desde julho, tratamento contra cupins dado por funcionários da Subprefeitura do Ipiranga. Como ficou muito próxima da outra árvore, precisa concorrer com um exemplar mais novo e mais alto por luz solar. A vizinha foi plantada em 1977, após a Prefeitura concluir que a Árvore das Lágrimas tinha morrido.

O vegetal ganhou uma sobrevida com a instalação de canos para conduzir suas raízes até a água e os nutrientes do subsolo. Ao longo da década de 1970, havia recebido camadas de massa de cimento como reforço. O botânico e ambientalista Ricardo Cardim, Colunista da Estadão ESPN, acredita que, agora, a planta está no fim do ciclo de vida.

"A árvore vizinha tinha de ser removida para o bem da árvore histórica", opina. "É que nem colocar um jovem de 15 anos para concorrer com um senhor de 80 por comida e água. O que vai acontecer é óbvio: o jovem vai ganhar, principalmente se os recursos forem limitados."

O ambientalista lembra que a retirada da figueira mais nova também ajudaria a dar mais visibilidade para a Árvore das Lágrimas, que ele define como um "monumento vegetal".

Polêmica

Nem todos concordam. A avaliação de técnicos da subprefeitura é de que "as duas plantas podem coexistir de forma harmônica no local".

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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