Arquiteto David Chipperfield recebe Prêmio Mies van der Rohe em Barcelona

  • Andreu Dalmau/EFE

    O arquiteto britânico David Chipperfield foi homenageado em Barcelona com o Prêmio de Arquitetura Contemporânea da UE - Mies van der Rohe, em reconhecimento pelo trabalho de reconstrução do Neues Museum de Berlim (20/06/2011)

    O arquiteto britânico David Chipperfield foi homenageado em Barcelona com o Prêmio de Arquitetura Contemporânea da UE - Mies van der Rohe, em reconhecimento pelo trabalho de reconstrução do Neues Museum de Berlim (20/06/2011)

Barcelona, 20 jun (EFE).- O arquiteto britânico David Chipperfield recebeu nesta segunda-feira em Barcelona o Prêmio de Arquitetura Contemporânea da UE - Mies van der Rohe, concedido pela reconstrução do Neues Museum de Berlim.

No mesmo ato, realizado no Pavilhão Mies van der Rohe, os arquitetos catalães Ramon Bosch e Bet Capdeferro receberam a Menção Especial Arquiteto Emergente por seu trabalho na Casa Collage de Girona.

A comissária de Educação e Cultura da União Europeia (UE), Androulla Vassiliou, e o prefeito interino de Barcelona, Jordi Hereu, entregaram aos ganhadores esculturas que representam o Pavilhão Mies van der Rohe e um prêmio em dinheiro de 60 mil euros (US$ 85,6 mil) para Chipperfield e 20 mil euros (US$ 28,5 mil) para Bosch e Capdeferro.

"Espero que este prêmio encoraje mais investidores públicos e privados a apoiar o imenso talento que temos na Europa no campo da arquitetura contemporânea", disse a comissária europeia, para quem "a arquitetura não deve ser vista como um investimento desnecessário, mas como uma oportunidade para crescer, principalmente em tempos de crise".

De acordo com Androulla, o Neues Museum de Berlim "reúne o passado e o presente em uma surpreendente mistura de arquitetura contemporânea, restauração e arte".

Na mesma linha, o presidente do júri, Mohsen Mostafavi, disse que a reconstrução do museu berlinense "é uma demonstração exemplar do que é possível conseguir através da colaboração no contexto da arquitetura europeia contemporânea".

Os dois projetos ganhadores, acrescentou o presidente do júri, incorporam "uma mistura de materiais antigos e novos, dando nova vida a estruturas já existentes".

Segundo Mostafavi, "poucas vezes um arquiteto e seu cliente conseguiram realizar com sucesso uma obra de semelhante importância histórica e complexidade, em particular quando combina conservação e nova construção".

O próprio Chipperfield ressatou que "o projeto foi a concretização de um longo processo de colaboração entre arquitetos e instituições de Berlim, do qual surgiram diversas contribuições", algo que nem sempre ocorre quando o cliente é uma administração.

O diretor da Fundação Mies van der Rohe ressaltou que a decisão do júri neste ano foi "extremamente difícil" devido à grande qualidade dos seis projetos finalistas de um total de 343 obras apresentadas procedentes de 33 países europeus.

Os outros finalistas foram o Teatro Bronks de Bruxelas; o Museu Nacional de Arte do século XXI de Roma; o Concert House Danish Radio de Copenhagen; o Museu da Acrópole de Atenas e o Centro de Reabilitação Groot Klimmendaal de Arnhem, na Holanda.

O Prêmio de Arquitetura Contemporânea da UE - Prêmio Mies van der Rohe foi criado em 1987, é concedido a cada dois anos e constitui o prêmio mais prestigioso da arquitetura europeia.

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