Em abril, imóveis mais alugados na cidade de SP foram os de até R$ 800

SÃO PAULO - O número de imóveis alugados na capital paulista em abril deste ano foi 21,24% menor que o registrado no mês anterior, revelou pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) divulgada nesta terça-feira (8).

Os imóveis com aluguel de até R$ 800 tiveram a preferência, com 59,11% dos contratos. Dentro desta faixa de valor, destacam-se as unidades com valores de R$ 201 a R$ 400, que registraram participação de 22,47%. Em seguida, aparecem imóveis de R$ 401 a R$ 600, que representaram 19,94% do total de locações.


Ainda segundo o levantamento, realizado com 465 imobiliárias, foram alugados mais apartamentos (51,47%) do que casas (48,53%).

Valores

Os imóveis de até R$ 200 e os de R$ 1.201 a R$ 1.400 mil foram os que registraram menor percentual de locação no período, de 1,21% e 2,33% do total, respectivamente conforme tabela a seguir:

Valor do aluguel Percentual de contratos
até R$ 200 1,21%
de R$ 201 a R$ 400 22,47%
de R$ 401 a R$ 600 19,94%
de R$ 601 a R$ 800 15,49%
de R$ 801 a R$ 1.000 9,62%
de R$ 1.001 a R$ 1.200 7,39%
de R$ 1.201 a R$ 1.400 2,33%
de R$ 1.401 a R$ 1.600 5,47%
de R$ 1.601 a R$ 1.800 2,83%
de R$ 1.801 a R$ 2.000 3,04%
acima de R$ 2.000 10,22%

Fonte: Creci-SP


Descontos e devoluções

Ainda segundo a pesquisa realizada pelo Creci-SP, em abril, os descontos concedidos pelos proprietários sobre os valores inicialmente pedidos pelo aluguel de seus imóveis variaram de 7,80% na Zona A (Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros, Campo Belo) a 10,07% na Zona C (Aeroporto, Água Rasa e Bosque da Saúde).

Na Zona B (Aclimação, Alto da Lapa e Brooklin), o desconto no mês retrasado ficou em 8,34%, enquanto na Zona D (Água Rasa, Americanópolis e Aricanduva) o desconto ficou em 10,02%. Já na Zona E (Brasilândia, Campo Limpo, Cangaíba), o desconto ficou em 8,48%.

O levantamento aponta ainda que 68,37% dos imóveis alugados foram devolvidos às imobiliárias, em abril, número 32% maior que o registrado em março. Entre os motivos, 19,97% foram financeiros e 80,03% por outras razões.

Quando se trata das garantias de aluguel, a maior parte (45,38%) optou pelo fiador, enquanto 29,76% usaram seguro-fiança e 24,85%, depósito.

Quanto à inadimplência, houve alta de 4,63% para 5,22% dos contratos, entre março e abril.

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