Zulmair Rocha/UOL

Chuvas

Prédios paulistas podem ter de armazenar água da chuva

SÃO PAULO – No prazo máximo de sete anos, prédios residenciais que abriguem mais de 50 famílias do estado de São Paulo poderão ter de armazenar água da chuva.

Isso porque, na última quarta-feira (16), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou o PL (Projeto de Lei) 131 de 2008, de autoria do deputado Rodolfo Costa e Silva (PSDB), que determina a instalação de coletores, caixas de armazenamento e sistemas de distribuição para a água da chuva nos edifícios com as condições citadas anteriormente.

A proposta atinge ainda os prédios comerciais com mais de 500 metros quadrados de área construída, que têm até dois anos para se adaptar à legislação, e os empreendimentos em construção, que devem se adequar em 180 dias.

Objetivo

A medida, conforme justificativa do projeto, tem como objetivo economizar água, devido à escassez dela no mundo.

O sistema de captação, armazenamento e distribuição de água da chuva deverá ser dimensionado conforme o número de unidades habitacionais, nos empreendimento residenciais, ou segundo a área construída, nos empreendimentos comerciais, devendo ser aprovado pelos órgãos competentes.

Além disso, o armazenamento da água da chuva deverá ser separado da água potável, sendo que a primeira será utilizada para lavagem de prédios, veículos, rega de jardins, limpeza, descargas de banheiros coletivos atendidos por sistemas isolados, entre outros usos. Caso o uso do sistema de água da chuva produza esgotos que sejam descartados no sistema público, a empresa prestadora de serviços deverá ser informada, para fazer a devida cobrança.

O projeto segue agora para sanção do governador do estado.

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