Para ministro, aumento do crédito imobiliário não afeta economia negativamente

SÃO PAULO – O aumento dos financiamentos imobiliários não afetará de forma negativa a economia do País. Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o crédito imobiliário não deve se transformar em uma “bolha”, como ocorreu nos Estados Unidos.

Segundo afirmou o ministro, o crédito imobiliário representa apenas 3% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiros. Já nos Estados Unidos, esse percentual alcança os 70%. “Temos um espaço para crescer 12% ou 15% sem qualquer problema”, afirmou Bernardo, de acordo com a Agência Brasil. “Não há nenhum risco”.

Boom do crédito

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foi um dos facilitadores que permitiram o aumento dos contratos de crédito imobiliário. Somente a Caixa Econômica Federal disponibilizou R$ 16,48 bilhões para financiamentos de imóveis do programa.

Ao todo, no primeiro semestre deste ano, o banco emprestou R$ 34,10 bilhões em crédito. O valor representa um aumento de 95% frente ao mesmo período do ano passado.

Para o vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, o aumento dos empréstimos imobiliários ainda pode ser maior. “No Brasil, o volume de crédito imobiliário é inexpressivo, se comparado ao PIB e, portanto, acredita-se que o atual ciclo virtuoso se sustentará ao longo dos próximos anos”, disse.

O banco espera que, até o final deste ano, cerca de R$ 60 bilhões devem ser disponibilizados para financiamentos imobiliários. Até o final de 2015, a Caixa espera que o crédito imobiliário alcance os 10% do PIB.

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