Jovens de 25 a 35 anos são os principais compradores de imóveis em SP

SÃO PAULO – O perfil dos compradores de imóveis em São Paulo é particularmente dominado por um público específico: jovens de 25 a 35 anos. Em início de carreira e objetivando uma nova vida fora da casa dos pais, esse público se destaca nos negócios imobiliários fechados na capital.

"Trata-se de uma mudança cultural e esse novo público é bastante responsável, fato que colabora com a manutenção dos baixos índices de inadimplência", afirmou o diretor de Lançamentos do Secovi-SP, Fábio Rossi. O reajuste dos preços do metro quadrado na cidade e os baixos valores do terreno no Brasil, na comparação com outros países, colaboram para o fortalecimento deste cenário.

"Na Europa e nos Estados Unidos os preços dos imóveis são altos. Comprar um imóvel em Paris, Londres ou Nova York requer muito investimento econômico. Aqui, o reajuste em dez anos foi muito baixo e agora que esses valores estão próximos da realidade. Além disso, imóvel valoriza", disse, durante painel da Convenção Secovi.

Ainda na avaliação de Rossi, produtos corretos e bem dimensionados são mais fáceis de serem vendidos, uma vez que há mais demanda do que oferta, e o valor do imóvel cabe no orçamento do comprador.

"Estamos em um momento de retomada do setor. Não vivemos um boom", afirmou Rossi, que, como diretor da Itaplan, estima que a empresa pretende vender, até o final do ano, R$ 1,5 bilhão e lançar, nos próximos dois anos, R$ 4 bilhões.

Valores

É fato que os preços dos imóveis tendem a subir quando a oferta é menor do que a procura. Em São Paulo, fatores como o fim da outorga onerosa em muitos bairros, o alto preço dos terrenos e a evolução acelerada dos preços dos insumos e do INCC (Índice Nacional da Construção Civil) são fortes aliados para a alta.

Também participante do painel, o vice-presidente da Lopes Consultoria de Imóveis, Francisco Lopes, disse que em 2009 a empresa vendia em média 100 unidades por dia e, das 64.200 unidades lançadas, 37 mil foram vendidas.

Lopes ressaltou a importância de se investir em pesquisas e disse que a empresa criou, há alguns anos, um forte departamento de Inteligência de Mercado, que já constatou mudanças no patamar de estoque de unidades. "Setenta e duas das 104 zonas de valor de São Paulo têm menos de 200 unidades em estoque. Há muito ainda a crescer“.

Otimismo

“Estamos no melhor país do mundo para fazer negócio imobiliário. A situação atual é maior do que otimismo”, afirmou o presidente da Fernandez Mera Negócios Imobiliários, Gonzalo Fernandez.

Segundo ele, a situação do setor imobiliário está mais favorável para contornar crises, pois o mercado brasileiro conta com profissionalismo, crédito, demanda e financiamento.

Fernández revelou a intenção da empresa em chegar ao terceiro lugar no ranking das empresas de vendas. A Fernandez Mera Negócios Imobiliários tem escritório na Capital, no interior, região do ABC, e nas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.

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