Depois de queda, valor do aluguel residencial em SP sobe mais de 15% em agosto

SÃO PAULO – Depois de dois meses de queda, o valor médio dos aluguéis residenciais na cidade de São Paulo aumentou 15,12% em agosto.

De acordo com pesquisa realizada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), divulgada nesta terça-feira (5), dos 29 tipos de imóveis analisados, houve aumento do valor em 21 tipos e queda em oito.

Em julho, o valor médio dos aluguéis amargou queda de 9,47% e em junho, recuo de 4,96%. Para o presidente do conselho, José Augusto Viana Neto, a recuperação dos valores deve-se ao fim das férias escolares.

“Daqui até novembro, pelo menos, não há fatores previsíveis de nova retração do mercado, mas não se deve esquecer do efeito-gangorra”, afirmou, por meio de nota. Efeito-gangorra é a oscilação natural entre os meses de alta e de baixa nas locações que caracteriza o mercado imobiliária.

Aumentos chegaram a 118%

Dos imóveis que apresentaram os maiores aumentos em agosto, o destaque ficou com as casas de dois dormitórios situadas em bairros da zona A (Pacaembu, Perdizes, Vila Nova Conceição). Esse tipo de imóvel registrou no oitavo mês do ano um aumento de 118,01%, com o aluguel passando de R$ 766,67 registrado em julho para R$ 1.671,43 em agosto.

Outro forte aumento foi verificado em casas de três dormitórios da zona E (Brasilândia, Campo Limpo e Cangaíba), cujo valor do aluguel saiu de R$ 636,84 para R$ 1.096,15, um incremento de 72,12%.

Dos tipos de imóveis que registraram queda no valor do aluguel na cidade de São Paulo, destacam-se os apartamentos de três dormitórios localizados em bairros da zona D (Água Rasa, Americanópolis, Aricanduva), cujo aluguel médio passou de R$ 1.171,43 para R$ 1.507,63 (-22,3%).

Os preferidos

Dentre os imóveis mais alugados na capital paulista, aqueles com valores de até R$ 1 mil foram os preferidos. Eles representaram 57,59% dos contratos assinados em agosto. Dentro dessa faixa, destacam-se os imóveis com aluguéis entre R$ 401 e R$ 600, que representaram 17,9% dos contratos, conforme tabela abaixo:

Valor do aluguel Percentual de contratos
até R$ 200 0,27%
de R$ 201 a R$ 400 14,38%
de R$ 401 a R$ 600 17,90%
de R$ 601 a R$ 800 12,21%
de R$ 801 a R$ 1.000 12,84%
de R$ 1.001 a R$ 1.200 8,23%
de R$ 1.201 a R$ 1.400 5,06%
de R$ 1.401 a R$ 1.600 5,33%
de R$ 1.601 a R$ 1.800 3,53%
de R$ 1.801 a R$ 2.000 2,44%
acima de R$ 2.000 17,81%

Fonte: Creci-SP

UOL Cursos Online

Todos os cursos