Investimento: imóveis dos EUA só se valorizarão dentro de 3 ou 5 anos

SÃO PAULO – Embora o momento seja propício para quem quer investir em imóveis no exterior, é preciso ter em mente que a valorização dos imóveis não acontecerá no curto prazo.

“Para os brasileiros que querem investir em um imóvel nos EUA esse é um ótimo momento. O setor imobiliário do país não está totalmente recuperado da crise, o que significa que os preços continuam desvalorizados e baratos. Além disso, com a valorização do Real frente ao dólar, os preços estão ainda mais atrativos. Porém, o momento é de recuperação e os preços podem demorar a subir, e isso deve ser considerado pelo investidor que pensa em comprar e vender mais tarde, por um valor mais alto”, alerta o presidente de Relações da NAR (National Association of Realtors) – entidade parceira do Secovi-SP -, Marco Fonseca.

Para Fonseca, essa valorização só acontecerá no médio prazo. “Eu diria que em um cenário otimista os preços começarão a subir dentro de três anos. Em um cenário mais realista 5. Para quem pode esperar esse tempo, esse sem dúvidas será um bom negócio”.

Cuidados

Para quem optar pela compra de um imóvel no exterior, é preciso ficar atento há alguns fatores. “Eu diria que, um dos mais importantes é a localização. Não adianta comprar algo barato em um lugar não valorizado”, explica.

E completa: “uma dica é conhecer a rede de escolas do local. Aqui as pessoas não escolhem onde irão estudar, é o governo quem as aloca na unidade mais próxima a sua residência, por isso as áreas próximas às escolas públicas, que costumam ser melhores que as particulares, são mais valorizadas. Além disso, estados no sul do país também são melhor vistos, por serem considerados lugares de acesso estratégico para a América Latina”.

Além das dicas, Fonseca afirma que contratar profissionais especializados para fecharem a negociação é quase essencial. “Até os americanos contratam especialistas na hora de comprar um imóvel. Para os brasileiros, que estão distantes, isso é quase fundamental. Ter um bom corretor, um advogado e um contador ajuda a não tomar decisões que possam trazer prejuízo. É como ir a um safári: você pode ir sozinho ou com um guia, mas de que forma se sente mais seguro?”, finaliza o executivo.

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