Cresce pagamento de prestação de imóvel, mas ela pesa menos no bolso

SÃO PAULO – O número de famílias que pagavam prestação para aquisição de imóvel cresceu no Brasil entre os anos de 2002/03 e 2008/09, mas o peso das parcelas no orçamento doméstico caiu, revelou o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quarta-feira (1º).

Os dados mostraram que houve aumento de 4,6% para 5,2% no número de famílias que pagaram prestação de imóvel neste período, enquanto a participação da despesa na renda das famílias mutuárias caiu de 8,3% para 6,7%.

A frequência dos que pagavam prestação de imóvel aumentou conforme a renda e se estabilizou entre os 25% mais ricos, faixa em que 9% pagavam as parcelas. Entre os 25% mais pobres, apenas 1,3% pagavam prestação.

Em relação ao peso da parcela no orçamento, entre os 75% mais ricos, ela situou-se entre 4,6% e 7,5%, superando a média, porque o valor financiamento por esta população é maior.

Casa própria

A média das famílias que adquiriram imóveis ficou em 2,1% entre os períodos de 2002/03 e 2008/09, porém houve um aumento no financiamento da propriedade, passando de 42% para 59%.

O valor do imóvel comprado também subiu no período, de 38,7% para 58,9% da renda das famílias, sendo que as propriedades novas compradas a prazo chegaram a corresponder a 88% da renda em 2002/03 e a 132% em 2008/09.

Uma média de 2,5% das famílias ainda disseram ter comprado um segundo imóvel, seja para veraneio, seja para um familiar ou para investimento.

Os dados são baseados na POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2002/03 e de 2008/09, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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