Índice que reajusta aluguel fecha o ano com alta de 11,32%

SÃO PAULO - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta quarta-feira (29), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de dezembro (medido entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, fechou o ano com variação de 11,32%. No mês, a inflação é de 0,69%, menor que a apurada em novembro, quando o índice ficou em 1,45%.

Em dezembro, o IPA (Índice de Preços por Atacado) registrou desaceleração, passando de 1,84% para 0,63%. O INCC (Índice Nacional da Construção Civil), por sua vez, apresentou inflação mais intensa, de 0,36% para 0,59%. A categoria de mão-de-obra chegou a 1,08% na medição atual, enquanto o índice que capta o custo de materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,13%.

Altas e baixas

No que diz respeito ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, este também apresentou inflação maior no período estudado, ficando em 0,92%, contra 0,81% um mês antes. No ano, o IPC acumulou alta de 6,09%.

Em dezembro, uma das principais contribuições para o resultado do índice veio do grupo Habitação (0,27% para 0,43%), com impactos dos itens aluguel residencial (0,49% para 1,03%) e condomínio residencial (0,11% para 1,10%).

Os grupos Alimentação (1,91% para 1,96%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,19% para 0,48%), Educação, Leitura e Recreação (0,20% para 0,42%) e Despesas Diversas (0,25% para 0,44%) também aceleraram, contribuindo para o resultado do índice.

Por outro lado, Vestuário (0,96% para 0,87%) e Transportes (0,72% para 0,57%) registraram movimento contrário no último mês do ano.

IGP-M

O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.

O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

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