Imóveis: 96% são a favor da demolição de casas localizadas em áreas de risco

SÃO PAULO – Enquete realizada pelo Senado mostra que os pesquisados são a favor da demolição de casas localizadas em áreas de risco. Ao todo, 96% dos internautas que participaram da enquete concordaram com a demolição.

Medida que visa a derrubada de casas e moradias em áreas de risco está sendo analisada pelo Senado. O Projeto de Lei 4/10, do ex-senador Romeu Tuma (PTB-SP), obriga a realização de estudos geológicos, geotécnicos e topográficos antes da construção de qualquer edificação em encostas de morros, montanhas ou outras áreas consideradas de risco.

A medida também autoriza a demolição dos imóveis já construídos nessas áreas que apresentem insegurança aos habitantes. O texto está sendo analisado pelo Comissão de Serviços de Infraestrutura para depois ser examinado pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo da Casa.

Muitos dos 11 mil internautas que participaram da enquete destacaram a necessidade de condicionar a remoção à reinstalação das famílias. Para os entrevistados, é necessário construir moradias para alojar as pessoas retiradas das áreas inseguras.

Desvalorização

Os imóveis atingidos por enchentes chegam a desvalorizar até 30%, segundo o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto. Contudo, o tempo de recuperação do valor das unidades atingidas é rápida, de cerca de 120 dias.

E no longo prazo, Viana acredita até que possa ocorrer uma valorização das unidades, devido às perspectivas de melhorias na região. "Mas, para quem pensa em alugar, é fundamental se informar sobre os riscos de enchentes, pois as perdas com alagamentos ficam a cargo do inquilino", alerta.

“Em toda região onde há enchente há desvalorização”, afirma Viana. Além da desvalorização, a dificuldade de comercialização aumenta. “Nessas regiões, a liquidez é menor, mesmo quando não há chuvas”, diz.

Na avaliação do presidente do Creci-SP, independentemente do imóvel ser novo ou velho, a desvalorização ocorrerá. Contudo, os impactos são mais profundos em imóveis maiores. “De qualquer maneira, vai ter desvalorização”.

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