Programa habitacional do governo precisa se ajustar à nova fase da economia

SÃO PAULO – O programa habitacional do governo, Minha Casa Minha Vida, encontra-se em um momento importante de sua trajetória, no qual deverá se ajustar à nova fase da economia brasileira, alerta João Crestana, presidente da Secovi-SP (Sindicato da Habitação). 

De acordo com o presidente da instituição, mais de 30 milhões de pessoas passaram para a classe média e seria injusto que fossem excluídas do programa somente porque tiveram melhoria de renda. 

Focando na parcela da população que possui renda mensal de até três salários mínimos, é importante que o governo explicite imediatamente a continuidade do programa. Além disso, os preços devem ser realinhados, já que foram definidos há mais de dois anos. 

Crestana também avalia que as regras de entrega dos produtos à Caixa, e desta aos moradores, precisam melhorar, no sentido de evitar que o banco se torne uma mera administradora condominial, sobrecarregado com a tutela de milhares de moradias. Ainda, elementos como inflação e escassez de mão de obra exigem inovações tecnológicas, mais eficiência e qualidade. 

Salários
Salários na faixa de 3 a 10 mínimos já não podem ser considerados parâmetros, isto porque, explica Crestana, os limites congelaram em reais. Conforme o exemplo dado pelo presidente, um aumento salarial de R$ 2.790 para R$ 3.270 coloca a pessoa em um “buraco negro”, obrigando-a a pagar mais juros e retirando os subsídios. 

Assim, torna-se essencial a adequação da renda, com taxas de juros e subsídios para atender aos beneficiados pela condição geral da economia. 

Outras dificuldades
Vale ressaltar que formalidade, legalidade e qualidade são elementos que devem ser incentivados. Atualmente, pessoas físicas se valem de financiamento do programa para construir, o que acarreta em uma concorrência desleal, lesando os adquirentes. 

A Caixa já diagnosticou que, de forma clandestina, muitas pessoas se disfarçam de empresas para obter menores custos de produção. As precauções adotadas pelo banco foram divulgadas no portal Secovi.

UOL Cursos Online

Todos os cursos