Índice que reajusta aluguel desacelera, mas acumula alta de 10,6% em 12 meses

SÃO PAULO - O índice que é a base de cálculo para o reajuste de aluguéis acumulou alta de 10,6% em 12 meses terminados em abril. Somente no mês, a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), variou 0,45%.

Contudo, na comparação com março, quando o índice variou 0,62%, houve desaceleração. Já no acumulado do ano, a alta já é de 2,89%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28).

O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA (Índice de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.

O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).

Indicadores
Considerando os indicadores que compõem o IGP-M, o IPA foi o que apresentou a maior alta em 12 meses, de 12,97%. Em abril, a variação foi de 0,29% - índice inferior aos 0,65% registrados um mês antes. No ano, a variação é de 2,92%. A maior contribuição para a alta do indicador foi o item matérias-primas brutas, que registraram alta de 36,76% em 12 meses. Considerando o mês, a maior contribuição partiu do item bens finais, que variou 0,71%. 

O IPC, por outro lado, foi o que apresentou a menor alta em 12 meses, dentre os indicadores apurados, de 5,79%. No mês, a alta foi de 0,78% - percentual maior que o registrado em março (0,62%). No ano, a variação foi de 3,19%.

Considerando o mês, a principal contribuição para o resultado do índice partiu do grupo Transportes (1,15% para 1,75%), Vestuário (0,78% para 1,02%), Alimentação (0,69% para 0,87%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,62% para 0,86%) e Educação, Leitura e Recreação (0,18% para 0,39%).

Os grupos Habitação (0,47% para 0,37%) e Despesas Diversas (0,49% para 0,45%) desaceleraram, evitando um aumento ainda mais acentuado do indicador. 

O INCC acumulou aumento de 7,01% em 12 meses e 1,96% no ano. Em abril, na comparação com março, o índice passou de 0,44% para 0,75%. O item mão-de-obra ficou em 0,36%, contra os 0,6% registrados um mês antes. Já o item mão-de-obra ficou 1,16% mais caro em abril, contra uma alta menor registrada em março, de 0,27%.

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