Construtoras encontram dificuldades de produzir para o Minha Casa, Minha Vida

SÃO PAULO – Em São Paulo e nas demais capitais e regiões metropolitanas do país, as construtoras estão encontrando dificuldades para produzir para o programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida.

Segundo o sócio-proprietário da imobiliária Ato, André Luiz de Souza, a grande disponibilidade de crédito e o avanço da produção habitacional fizeram com que o preço dos terrenos subisse, impossibilitando a construção de unidades que atendam, sobretudo, a faixa de renda entre zero e três salários mínimos.

“O programa não está conseguindo atender com preferência os que mais precisam, que são os moradores das grandes cidades que estão indo hoje adensar favelas e construir nas lajes (…) Toda essa disponibilidade de crédito está indo para o preço do terreno e, com isso, é muito difícil produzir uma unidade de R$ 50 mil, R$ 60 mil, que é o valor total da unidade fixado para a faixa de renda mais baixa”, diz.

O programa
Lançado pelo governo em 2009, o programa Minha Casa, Minha Vida criou incentivos em forma de subsídios (o governo paga parte do imóvel) para quem recebe até dez salários mínimos, desde que o valor da casa própria não ultrapasse o teto estabelecido para a cidade onde a propriedade será financiada.

Os subsídios são de até R$ 23 mil e os juros são de 5% ao ano para quem recebe até R$ 2.325, de 6% ao ano para os que ganham de R$ 2.325 a R$ 2.790, e de 8,16% ao ano para aqueles com renda entre R$ 2.790 e R$ 4.900.

Na opinião de Souza, o programa traz uma série de benefícios à população de baixa renda e está funcionando bem no interior, mas ainda precisa ser aperfeiçoado para que, de fato, atenda às necessidades da população mais pobre.

“Se os usados fossem incluídos no programa, ele se tornaria muito mais viável à solução do deficit de moradias que há anos atinge uma boa parcela da população”.

UOL Cursos Online

Todos os cursos