Condomínio-clube: atenção à segurança ajuda a economizar

SÃO PAULO – É muito difícil encontrar uma pessoa que não conheça os condomínios-clube. Essa nova tendência de moradia tomou conta do mercado imobiliário, “talvez pela viabilidade econômica ou pelo apelo publicitário”, afirma o diretor da GK Administração de Bens, Gabriel Karpat.

Do ponto de vista da moradia, a gama de opções de lazer é muito convidativa. Porém, os itens segurança patrimonial e integridade física dos moradores merecem atenção. “Nesse ponto, o equilíbrio entre infraestrutura, equipamentos eletrônicos e os procedimentos é que determinará o resultado alcançado”, detalha Karpat.

Ele explica que existe uma diversidade de equipamentos que ajudam a criar um sistema adequado. Quanto mais tecnologia aplicada, menor o custo mensal com a manutenção, e isso se reflete no valor do condomínio. Entretanto, Karpat alerta: “sem a estrutura física apropriada e sem procedimentos claramente definidos, muitas vezes, o investimento é perdido”.

Lazer sim, mas com segurança!
Por isso, ele acredita que os investimentos devem privilegiar uma estrutura adequada para o bem estar dos condôminos, além do conforto coletivo e lazer.

“Vale destacar a importância do treinamento constante do quadro de funcionários e a checagem dos procedimentos aprovados e conhecidos por todos que compõem aquela comunidade”, salienta.

Nesse sentido, o consumidor deve se preocupar em conhecer previamente as normas de convivência e restrições, para que ele possa usufruir e se beneficiar plenamente das vantagens do condomínio-clube.

Lacunas de alguns empreendimentos
É fato que, quanto mais itens de lazer possui o empreendimento, maior é o apelo. Tanto é que muitos folhetos publicitários destacam mais esses itens do que as características do próprio imóvel.

Apesar dos consumidores desejarem qualidade de vida, atividades e segurança, Karpat alerta que ele pode não conseguir isso num primeiro momento. “Principalmente porque existem alguns empreendimentos que deixam uma lacuna em implantação inicial”, explica. “Em alguns casos, falta estrutura adequada, convenção específica para um grande empreendimento e normas de segurança dos moradores, visitantes e funcionários”.

A organização desses tipos de condomínios realmente difere dos tradicionais, por sua enorme dimensão e pela quantidade de itens que envolvem a correta implantação e consequente administração.

Porém, Karpat destaca que as situações devem ser identificadas antecipadamente, “pois as ações erradas tonam-se de difícil ajuste posterior, além de onerosas e desgastantes”.

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