Custo da construção está 2,03% mais caro em maio, diz FGV

SÃO PAULO - O brasileiro gastou 2,03% a mais para construir em maio, segundo a inflação dos materiais de construção medida pelo INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção), da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta quinta-feira (26).

No período, o indicador variou 1,28 ponto percentual na comparação com abril, quando os preços aumentaram 0,75%. Nos últimos 12 meses, a inflação dos materiais, que é calculada com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, apresentou variação de 8,18% e, no acumulado do ano, a alta foi de 4,04%.

Grupos
O conjunto de produtos e serviços do grupo Materiais e Equipamentos ficou 0,43% mais caro neste mês, resultado maior que o de abril, que foi de 0,4%. Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: materiais para instalação (-0,01% para 0,98%), materiais para acabamento (0,54% para 0,59%) e equipamentos para transporte de pessoas (0,12% para 0,18%). 

No que diz respeito ao grupo Serviços, a variação dos preços foi de 0,53% este mês, maior frente à taxa de 0,21% verificada em abril. Neste grupo, os destaques foram: serviços técnicos (de 0,12% para 1,01%). 

Já em Mão de Obra, o reajuste ficou em 3,7% em maio. No mês passado, a taxa havia sido de 1,16%. 

Influências
No geral, as maiores influências que contribuíram para o aumento apurado no mês de maio foram as seguintes: ajudante especializado (de 1% para 3,72%), servente (de 1,17% para 3,79%), pedreiro (de 1,41% para 3,72%), carpinteiro (de 1,19% para 3,52%) e engenheiro (de 1,24% para 3,52%).

Por outro lado, os produtos que impediram um aumento mais intenso da inflação neste mês foram: vergalhões e arames de aço ao carbono (de 1,04% para -0,94%), placas cerâmicas para revestimento (de 0,82% para -0,58%), tábua de 3ª (de 0,45% para -0,04%), condutores elétricos (de -2,11% para 0%) e taxas de serviços e licenciamento, que não registraram variação de preços. 

Capitais
Considerando as sete capitais estudadas pela FGV neste mês, quatro apresentaram aceleração dos preços, conforme mostra tabela a seguir:
 

Cidade Abril de 2011 (%) Maio de 2011 (%)
Salvador 3,01 2,18
Brasília 0,02 2,95
Belo Horizonte 0,25 0,38
Recife 0,13 0,37
Rio de Janeiro 2,63 2,39
Porto Alegre 0,82 0,28
São Paulo 0,21 2,77

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