Aumento da renda e do consumo alterou o cenário imobiliário brasileiro

SÃO PAULO – O Brasil tem experimentado, nos últimos cinco anos, uma inédita mobilidade social, com o ingresso de mais de 30 milhões de pessoas na classe C. Diante deste novo cenário, empresários de diversos setores começaram a debater tendências e realizar pesquisas para conseguir atender aos interesses de consumo desse público, ofertando produtos adequados.

Dentre esses setores, está o imobiliário. “O mercado imobiliário que, até 2005, sobrevivia da oferta de imóveis para as classes A e B, teve que se adaptar às mudanças social e econômica”, avalia o economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Celso Petrucci. “Assim, eles passaram a produzir imóveis de dois e três dormitórios, em larga escala, com área útil menor e preço reduzido”.

Ele ainda completa que, concomitantemente a esse processo de aumento da renda dos brasileiros e da expansão da capacidade de consumo, algumas incorporadoras abriram capital na Bolsa de Valores e os bancos voltaram a tratar o crédito imobiliário como negócio.

Problemas
O aumento da oferta de financiamentos imobiliários e de consumidores de classe média e o lançamento de programas de moradia popular – como o Minha Casa, Minha Vida – promoveram uma verdadeira revolução no mercado imobiliário nacional.

“Tudo isso aconteceu muito rápido”, afirma o presidente do Secovi-SP, João Crestana. “Hoje sentimos as dores do crescimento, como a falta de mão de obra especializada, o maior gargalo do setor, e uma possível desaceleração dos recursos da caderneta de poupança em 2013 e 2014”.

Debate
De olho em todas essas mudanças, a vice-presidência de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato promove o seminário Tendências do Mercado Imobiliário, no início de julho. “Vamos debater essa importante transformação e refletir sobre os impactos futuros nos negócios imobiliários e nas cidades”, adianta Crestana.

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