Vendas de imóveis novos na capital crescem 48% no quarto mês do ano

SÃO PAULO – Em abril de 2011, foram comercializados na capital paulista 2.319 imóveis residenciais novos. De acordo com levantamento feito pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), o número apresenta aumento de 48,1% ante as 1.566 unidades vendidas em março deste ano.

O VSO (Vendas sobre Ofertas), que mede o desempenho entre o total de unidades vendidas e a oferta existente, ficou na média de 16%, em abril, superior aos 11,5% de março e à média de 10,5% do primeiro trimestre de 2011.

“Apesar de ser muito cedo para afirmar, o mercado de imóveis novos residenciais na Região Metropolitana e da cidade de São Paulo parece iniciar o processo de retomada das vendas e de lançamentos, reforçando o desempenho tradicionalmente observado no segundo semestre”, afirma o economista-chefe da entidade, Celso Petrucci. Ele lembra ainda que os resultados das próximas edições da pesquisa devem confirmar ou não essa tendência.

Os lançamentos também tiveram alta no quarto mês  do ano, de acordo com dados apurados pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio). Foram registradas 2.129 unidades residenciais lançadas na cidade, 39,2% acima do total disponibilizado em março (1.530 unidades).

Acumulado
Petrucci destaca a diferença de comportamento entre a Grande São Paulo e a Capital. Na RMSP, foram lançadas 13.914 unidades e vendido um montante maior, de 14,825 imóveis, com redução da oferta final de 26.603 unidades, em dezembro de 2010, para 25.095, em abril.

Na cidade de São Paulo, em compensação, ocorreu o contrário: o volume de lançamentos ficou em 7.162 unidades, contra 6.594 unidades vendidas, com aumento da oferta final de 12.011, no último mês do ano passado, para 12.149, em abril.

Segmentos
O nicho de 3 dormitórios ocupou a liderança em termos de participação nas vendas de abril, com escoamento de 914 unidades, equivalente a 39,4% do total. Imóveis de 2 dormitórios aparecem em seguida, com 817 unidades e 35,2% de vendas do mês.

A grande maioria das unidades vendidas em abril encontrava-se dentro do período de lançamento, ou seja, os seis meses desde o momento em que o produto foi colocado em oferta. O total de vendas nesse período, de 1.827 unidades, representou 78,8% do total negociado no quarto mês do ano.

Imóveis econômicos
Empresas voltadas para os segmentos tradicionais de três e de quatro dormitórios convivem no mercado com aquelas voltadas para o nicho econômico. O mercado, no caso dos econômicos, deverá continuar o movimento de expansão para municípios vizinhos à Capital, onde se concentra esse tipo de demanda.

“Os diversos segmentos exigem aptidões diferentes dos empreendedores, em termos de tecnologia construtiva, visão de comportamento do consumidor, margem de retorno, dentre outras”, destaca Petrucci. “Por isso, há tendência natural dos empresários em se adequarem ao público-alvo”.

Os números confirmam essa tendência de diversificação de segmento. Do total de unidades lançadas na Região Metropolitana, entre janeiro e abril, 74,5% - que representa 10.366 unidades – tinham valor médio superior a R$ 170 mil.

Imóveis econômicos, com valor de até R$ 170 mil, atingiram 3.548 unidades, o equivalente a 25,4% dos lançamentos do primeiro quadrimestre.

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