Minha Casa 2 é insuficiente para sanar deficit habitacional, diz entidade

SÃO PAULO – A União Nacional por Moradia Popular aprovou as regras da nova fase do programa Minha Casa, Minha Vida, mas diz que acredita que a iniciativa do governo é insuficiente para sanar o deficit habitacional do País.

A demanda de imóveis no País hoje soma cerca de 5,5 milhões de moradias, segundo os últimos dados do Ministério das Cidades. Nos cálculos da união, o número é maior, de cerca de 8 milhões de unidades habitacionais.

“Esse programa melhora muito a vida daquelas famílias que mais precisam. Mas a demanda é muito maior do que o que está disponível de recursos”, afirmou o representante da entidade, Vidal Barbosa, de acordo com a Agência Brasil.

Recursos insuficientes
Para ele, os recursos disponibilizados pelo programa, que pretende construir e reformar 2 milhões de moradias, não são suficientes para sanar esse deficit. Para resolver o problema, Barbosa acredita que o primeiro passo está na aprovação da PEC 285 – que vincula receitas da União, dos estados e do Distrito Federal e dos municípios aos fundos de Habitação e Interesse Social .

“Precisamos de uma política constante, para a frente, porque, a cada dia, a população cresce, mais gente se casa e precisa de moradia”, afirma Barbosa. Com isso, ele acredita que em 10 ou 12 anos será possível sanar o deficit.

Aprovado
Para ele, a segunda etapa do programa favorece a baixa renda, desburocratiza processos e resolve alguns problemas de infraestrutura. Barbosa elogiou a ampliação da área construída por habitação, além da acessibilidade dos empreendimentos.

A nova fase do programa estabelece a construção e reforma de mais de 2 milhões de moradias para famílias de três faixas de renda: de até R$ 1,6 mil, até R$ 3,1 mil e de até R$ 5 mil. Na primeira fase do programa, as faixas eram R$ 1.395, R$ 2.790 e R$ 4.650.

As novas diretrizes sancionadas pela presidente da República, Dilma Rousseff, destinam R$ 53,1 bilhão em financiamentos e R$ 72,6 bilhões em subsídios até 2014. Ao todo, serão destinados R$ 125,7 bilhões para o programa.

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