Ações por problemas em aluguel atingem menor nível para maio

SÃO PAULO – O número de ações locatícias na cidade de São Paulo subiu 4,9% em maio, na comparação com abril. Apesar da alta, para um mês de maio, o nível alcançado é o menor desde 1993, quando o levantamento teve início.

De acordo com levantamento realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e divulgado nesta quarta-feira (22), em maio deste ano, foram registradas 1.757 ocorrências, contra 1.675 verificadas no mês anterior.

Na comparação com maio do ano passado, quando foram registradas 1.802 ações, houve queda de 2,5%. Os primeiros cinco meses do ano já acumulam 8.069 ações nos fóruns paulistanos analisados.

Nos cinco primeiros meses do ano passado, foram registradas 9.244 ações, o que corresponde a uma queda de 12,71%.

"Se perdurar a estabilidade econômica, a tendência é de manutenção da redução", afirmou em nota o gerente do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato, Roberto Akazawa.

Para ele, um dos fatores que têm contribuído para a queda do número de ações frente a 2010 é a lei do inquilinato. "As novas regras agilizaram a tramitação dos processos. Com isso, acaba sendo mais vantajoso para o locatário negociar com o locador a correr o risco de ser despejado rapidamente".

Ocorrências

Considerando todos os tipos de ocorrências em maio, a pesquisa indica que a maior parte delas dizia respeito às ações por falta de pagamento de aluguel, que representaram 77,8% do total ou 1.367 casos.

As ações de procedimento ordinário, que incluem denúncia vazia, chegaram a 283, representando 16,11% do total, enquanto que as renovatórias (aquelas geradas pelo locatário para garantir a permanência no imóvel) tiveram 88 registros (5,01%) e as ações consignatórias (propostas quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos) registraram 19 ocorrências ou 1,08% do total.

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