Custo da construção está 1,43% mais caro em junho, diz FGV

SÃO PAULO - O brasileiro gastou 1,43% a mais para construir em junho em comparação com maio, segundo a inflação dos materiais de construção medida pelo INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção), da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (27).

No período, o indicador foi 0,6 ponto percentual menor que o registrado em maio, quando os preços aumentaram 2,03%. Nos últimos 12 meses, a inflação dos materiais, que é calculada com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, apresentou variação de 7,81% e, no acumulado do ano, a alta foi de 5,52%.

Grupos

O conjunto de produtos e serviços do grupo Materiais e Equipamentos ficou 0,42% mais caro neste mês, resultado maior que o de maio, que foi de 0,43%.

Três dos quatro subgrupos componentes apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: materiais para estrutura (0,26% para 0,45%), materiais para acabamento (0,59% para 0,60%) e equipamentos para transporte de pessoas (0,18% para 0,57%). 

Apenas materiais para instalação apresentou decréscimo em sua taxa de variação, passando de 0,98% para -0,07%. 

No que diz respeito ao grupo Serviços, a variação dos preços foi de 0,37% este mês, menor frente à taxa de 0,53% verificada em maio. Neste grupo, serviços técnicos apresentaram a maior queda, passando de 1,01% para 0,28% 

Já em Mão de Obra, o reajuste ficou em 2,46% em junho. No mês passado, a taxa havia sido de 3,70%.

Influências

No mês, os principais resultados positivos foram: ajudante especializado (de 3,72% para 2,21%), servente (de 3,79% para 2,22%), pedreiro (de 3,72% para 2,18%) e carpinteiro (de 3,52% para 2,74%). 

Por outro lado, os produtos que influenciaram negativamente foram: condutores elétricos (de 0% para -2,52%), madeira para telhados (de 0,13% para -0,11%) e rodapé de madeira (de 0,68% para -0,34%).

Capitais

Considerando as sete capitais estudadas pela FGV neste mês, seis apresentaram desaceleração dos preços.

Cidade Maio de 2011 (%) Junho de 2011 (%)
Salvador 2,18 0,06
Brasília 2,95 1,62
Belo Horizonte 0,38 0,26
Recife 0,37 0,13
Rio de Janeiro 2,39 0,33
Porto Alegre 0,28 0,94
São Paulo 2,77 2,49

 

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