Vendas de imóveis novos na capital recua 31,3% no primeiro semestre do ano

SÃO PAULO – No primeiro semestre de 2011, foram comercializados na capital paulista 11.680 imóveis residenciais novos. De acordo com levantamento divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta terça-feira (30), houve retração de 31,3%, ante as 17.005 unidades vendidas no primeiro semestre de 2010.

O VSO (Vendas sobre Ofertas), que mede o desempenho entre o total de unidades vendidas e a oferta existente, ficou na média de 13,2% ao mês, no primeiro semestre deste ano, inferior à média de 21,6% a.m. registrada no mesmo período do ano passado.

De acordo com o sindicato, o cenário econômico deste ano está totalmente diferente do observado no ano passado. Se no primeiro semestre de 2010 havia uma euforia em relação ao crescimento, agora o sentimento é de apreensão, resultante de uma série de acontecimentos, tanto nacionais como internacionais.

Variação mensal
Observando os resultados do mês de junho, foram comercializados na capital paulista 2.716 imóveis residenciais novos, alta de 14,1% frente as 2.380 unidades vendidas no mês imediatamente anterior.

Por outro lado, no confronto com junho de 2010, houve queda de 19,1% nas vendas. O VSO em junho deste ano foi de 16,5%, superior ao registrado em maio, de 15,1%, e inferior ao observado em junho do ano passado, de 26,8%.

Segmentos
Na cidade de São Paulo, o nicho de dois dormitórios ocupou a liderança em termos de participação nas vendas de junho, com escoamento de 968 unidades, equivalentes a 35,6% do total. Imóveis de um dormitório aparecem em seguida, com 802 unidades e 29,5% de vendas do mês.

O desempenho dos imóveis de um dormitório se destacou, sobretudo pelo crescimento registrado e por ter superado a comercialização dos dormitórios de três dormitórios, com 621 unidades vendidas ou 22,9% do total.

Segundo o relatório do sindicato, o segmento de um dormitório abrange tanto unidades de padrão econômico para classes de renda emergentes quanto moradias como apart-hotéis, lofts e estúdios, que geralmente são mais caras. Desta forma, em junho, as vendas desse nicho contemplaram tanto as unidades com preços inferiores a R$ 170 mil quanto as posicionadas no intervalo entre R$ 400 mil e R$ 450 mil.

Já no segmento líder de vendas (2 quartos) os empreendimentos que se destacaram no mês compreenderam faixas de valores até R$ 170 mil e de R$ 350 mil a R$ 700 mil.

Por fim, independendo do número de quartos, as regiões com maior relevância nas vendas em junho foram os bairros tradicionais, como Morumbi, Vila Mariana e Alto da Mooca, além de localidades como Cangaíba, São Miguel Paulista, Belém Lapa entre outros.

Imóveis econômicos
De acordo com a pesquisa do Secovi-SP apesar dos resultados de vendas acumulados de janeiro a junho deste ano estarem inferiores aos números registrados no mesmo período do ano passado, o mercado imobiliário está em um processo de retomada, mesmo que lento e gradual

Com um volume de lançamentos superior ao de comercialização em mais de 2,3 mil unidades nos últimos seis meses a oferta está se recompondo, principalmente na cidade de São Paulo.

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