Imóveis: como fica o financiamento com a greve dos bancários?

São Paulo – Na última sexta-feira (23), bancários de todo o país decidiram entrar em greve. A paralisação, que deve ter início na próxima terça-feira (27), além de gerar dúvidas no que diz respeito às contas a pagar, faz surgir uma outra questão na cabeça do consumidor: como ficam os financiamentos imobiliários? Com o possível atraso na aprovação do crédito que a paralisação nos serviços bancários pode acarretar, o dono do imóvel pode oferecê-lo a outro comprador?

A pergunta acomete, sobretudo, aqueles que estão iniciando um processo de financiamento, que, segundo o presidente da Amspa (Associação de Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz, são os mais prejudicados com a greve dos bancários. Isso porque, explica, o evento geralmente paralisa visitas de avaliação do imóvel, comunicação de aprovação ou não do financiamento, e a maior parte das ocorrências que requer relacionamento com o cliente.

Dessa forma, orienta, quando um atraso ocorre, o comprador deve justificar por escrito, ao atual dono do imóvel, os motivos pelo qual a compra não pode ser realizada naquele momento, sendo que, diante disso, o proprietário deve aguardar que a situação se normalize.

A medida, contudo, esclarece Luz, só é válida para quem tomou outra providência anteriormente, ou seja, para quem fez um documento demonstrando o interesse de compra do imóvel, cujo prazo de validade é de 90 dias. Caso contrário, alerta, o proprietário do imóvel está livre para oferecê-lo a outro comprador, desde que não tenha recebido nenhuma quantia até o momento. 

Greve
Conforme publicado pela Agência Brasil, os bancários farão uma assembleia nesta segunda-feira (26) para definir sobre o início da paralisação da categoria.

Na última sexta-feira (23), a Fenaban (Federação Nacional dos bancos) ofereceu reajuste de 8% aos trabalhadores, que não aceitaram a proposta.

A categoria pede aumento de 12,8% (equivalente a 5% de aumento real) dos salários, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior, valorização dos pisos e vales refeição e alimentação no valor de um salário mínimo - R$ 545, além de exigir que sejam feitas novas contratações e que haja maior segurança para os funcionários.

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