Custo da construção cai para 0,14% em setembro, diz FGV

São Paulo - O brasileiro gastou 0,14% a menos para construir no mês de setembro, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta terça-feira (27).

A variação é 0,02 ponto percentual menor do que a registrada em agosto, quando ficou em 0,16%. Nos últimos 12 meses, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, tem variação acumulada de 7,64%, e no acumulado do ano a taxa é de 6,46%.

Grupos

O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,27% este mês, resultado levemente superior ao apurado em agosto, de 0,25%. Três dos quatro subgrupos de Materiais e Equipamentos apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. No caso do subgrupo materiais para estrutura, a taxa foi de 0,21%; em materiais para instalação houve queda de 0,19%; em materiais para acabamento houve alta de 0,55%; e em equipamentos para transporte de pessoas a taxa foi de 0,21%.

No que diz respeito ao grupo Mão de Obra, a variação foi de 0,01% este mês, menor frente à taxa de 0,06% verificada no oitavo mês do ano. Já Serviços ficou em 0,42%, contra 0,50% registrado no mês anterior.

Influências

No geral, as maiores influências positivas para o resultado apurado no mês de setembro foram as seguintes: projetos (de 1,30% para 0,71%), refeição pronta no local de trabalho (de 0,13% para 1%), tinta a base de PVA (de 0,04% para 1,81%), tijolo/telha cerâmica (de 0,56% para 0,43%) e elevador (de 0,27% para 0,21%).

Por outro lado, as maiores influências negativas foram dos condutores elétricos (de 1,66% para -1,44%), compensados (de 0,10% para -0,19%), carreto para retirada de entulho (de 0,82% para -0,36%), ladrilhos e placas para pisos (de -0,01% para -0,32%) e eletrodutos de PVC (de -0,15% para -0,09%).

Capitais

Considerando as sete capitais estudadas pela FGV neste mês, duas apresentaram aceleração, conforme mostra tabela a seguir:

Cidade Agosto de 2011 (%) Setembro de 2011 (%)
Salvador 0,02 0,15
Brasília 0,21 0,10
Belo Horizonte 0,21 0,25
Recife 0,20 0,31
Rio de Janeiro 0,13 0,04
Porto Alegre 0,23 0,10
São Paulo 0,14 0,13

 

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