Investimento em habitação cresce mais de oito vezes em 7 anos, diz Ipea

São Paulo – No Brasil, os investimentos feitos em habitação cresceram mais de oito vezes em sete anos. Em 2002, foram utilizados R$ 7 bilhões, enquanto em 2009 o valor investido foi de R$ 62 bilhões.

Embora os investimentos tenham crescido, a faixa de renda entre zero e três salários mínimos concentrou no período um déficit habitacional, mesmo tendo recebido 32% dos investimentos em 2002, 77% em 2007, e se mantendo estável em 64% nos anos de 2008 e 2009.

Estabilidade
De acordo com o levantamento “O planejamento da habitação de interesse social no Brasil: desafios e perspectivas”, realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgado nesta terça-feira (25), durante os anos analisados, foram criados programas como o Crédito Solidário, em 2004, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Urbanização das Favelas, em 2007, e o Programa Minha Casa, Minha Vida, em 2009, além de outras iniciativas complementares, que permitiram ao estudo afirmar que existe uma Política Nacional de Habitação sendo elaborada.

Déficit
Segundo o Ipea, no Brasil, o déficit habitacional é de 7,9 milhões de moradias em todo o País correspondente a 14,9% do total de domicílios. As maiores concentrações de déficit estão no Sudeste e no Nordeste, com total de 2,9 milhões e 2,7 milhões de domicílios, respectivamente.

De todas as regiões do País, os maiores percentuais de déficit habitacional estão na região norte, com 22,9% e nordeste, com 20,6%.

Na região urbana, o déficit é de 6,4 milhões de domicílios, enquanto na rural ele é cerca de 1,5 milhão, com destaque para o Nordeste, cuja demanda se aproxima de 900 mil novas unidades habitacionais, e para o Norte, em que esse número chega a aproximadamente 236 mil.

De acordo com o levantamento, o déficit habitacional brasileiro contrasta com um número significativo de imóveis vazios e configura uma realidade que impõe política específica de reforma, reabilitação e reposição dos domicílios urbanos degradados. O estudo afirma que essa é uma questão habitacional e urbana relativamente recente, mas, por outro lado, é tema de extrema relevância para a política habitacional, pela magnitude que atinge atualmente.

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