Vendas de imóveis em São Paulo têm forte queda em março

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo caíram 16,2 por cento em março contra fevereiro e desabaram 61,8 por cento contra um ano antes. Os dados, divulgados na segunda-feira pelo sindicato de habitação Secovi-SP, indicam momento de inflexão no setor.

Foram comercializadas 1.566 unidades na capital paulista em março, enquanto considerando toda a região metropolitana de São Paulo o total foi de 3.899 unidades.

A ocorrência do Carnaval em março em 2011 pode ter contribuído para o fraco resultado no mês, mas o Secovi-SP reconhece que o setor passa por uma desaceleração. Segundo o sindicato, o mercado imobiliário "não pode crescer de forma infinita".

"Por enquanto, fica a impressão de desaceleração no ritmo de comercialização para um ajuste técnico, devido à valorização dos imóveis e dos insumos. Além da perspectiva de retomada do crescimento gradual, com concentração do volume de negócios no segundo semestre, conforme acontece tradicionalmente", disse em nota o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

O indicador que mede a velocidade das vendas, que calcula o total de unidades comercializadas em relação à oferta existente, caiu para 11,5 por cento na cidade de São Paulo em março, contra 13,2 por cento em fevereiro e 28,2 por cento em março do ano passado.

Outro ponto mencionado pelo Secovi-SP como prejudicial ao desempenho de venda de imóveis novos foi o arrefecimento de lançamentos dentro do "Minha Casa, Minha Vida", apesar do aumento do valor dos imóveis dentro do programa habitacional do governo.

No caso específico da cidade de São Paulo, o sindicato cita também a redução de terrenos disponíveis.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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