CORREÇÃO: Gafisa busca novo presidente

A matéria publicada ontem continha algumas incorreções. A informação de que a escolha do novo presidente da Gafisa será anunciada nos próximos meses foi dada por Wilson Amaral, que deixou a presidência, e não pelo interino Duílio Calciolari. Além disso, a expectativa da empresa é recuperar a margem no próximo semestre, e não trimestre. Segue nota corrigida.

SÃO PAULO - Com o anúncio da saída de Wilson Amaral da presidência da Gafisa, o conselho de administração da companhia agora está voltado para a escolha de seu sucessor.
O processo seletivo teve início em abril e são entrevistados candidatos que já trabalham na incorporadora e também profissionais de outras empresas do mercado.
A expectativa é de que a escolha seja anunciada em alguns meses, informou Amaral. Durante este período, Duílio Calciolari assume como presidente interino e acumula também as funções de diretor financeiro e de relações com investidores.

A saída do executivo do comando da incorporadora já havia sido anunciada em abril, conforme mostrou reportagem do Valor, mas era aguardada para o segundo semestre. Durante teleconferência com analistas para comentar os resultados da empresa, Amaral contou que vai auxiliar o conselho de administração na busca pelo novo presidente.

A Gafisa encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 13,7 milhões, o que corresponde a uma redução de 79% quando comparado ao ganho do mesmo período do calendário passado. O desempenho foi influenciado pelo ritmo mais fraco de lançamentos no período, com redução de 27% do volume, totalizando R$ 513 milhões.

A previsão de Calciolari é de que a situação seja normalizada a partir do segundo semestre. Segundo o executivo, a margem bruta, que foi de 23,1% entre janeiro e março, deve retornar ao patamar de 32% na segunda metade do ano.

"À medida que estamos eliminando os projetos de 2008, que estão sendo trabalhados com margens mais baixas, esperamos aumentar a margem já no próximo semestre", prevê o executivo.
Além de o período que antecede o carnaval ser mais fraco para novos empreendimentos, ele atribui a queda nos lançamentos no começo do ano à antecipação de alguns lançamentos no quarto trimestre do ano passado e ao atraso de outro em Brasília.

Apesar de no primeiro trimestre a empresa ter cumprido apenas 10% de sua meta para o ano, o executivo segue com a expectativa de que os lançamentos somem entre R$ 5 bilhões e R$ 5,6 bilhões até dezembro.

Ele também reiterou o objetivo de reduzir a relação dívida líquida sobre patrimônio líquido da companhia dos atuais 72% para abaixo de 60% neste ano.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

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