Obras do Minha Casa, Minha Vida só devem voltar no 2º sem, diz Cbic

BRASÍLIA - Somente no segundo semestre será possível retomar a construção de unidades habitacionais para a população de renda até três salários mínimos, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Mesmo assim, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Sáfady, comemorava, hoje, o aceno da presidente Dilma Roussef para a regulamentação das novas bases do programa.

Ontem, o Senado aprovou a Medida Provisória que estabeleceu mudanças para a segunda fase do Minha Casa. Desde o início do ano não há contratações para famílias com renda até R$ 1.635 ou três salários mínimos, às espera da aprovação das novas medidas.

Na fase 2 do Minha Casa, onde a meta do governo é construir cerca de 2 milhões de imóveis para a população de baixa renda, cerca de 60% desse volume deve ser destinado a famílias com até três mínimos. Na primeira etapa, 40% eram destinadas a essa faixa, sendo efetivados 495 mil contratos, diz a Cbic. Sáfady disse que Dilma lhe pediu para aguardar, que "logo, logo", os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e Mario Negromonte das Cidades, vão agendar reunião com o setor da construção e a Caixa Econômica Federal, responsável pela liberação de recursos da União que subsidiam o financiamento das faixas menores de renda. "Ela já me chamou", disse ele.

Ainda falta decreto presidencial corrigindo os valores, além de outros ajustes técnicos, segundo Sáfady. "Vamos contratar muito pouco este ano", comentou o presidente da Cbic, diante da paralisação de mais de quatro meses. Ele calcula um prazo médio de três a quatro meses após a contratação das unidades, para que as empreiteiras comecem a construção, de fato.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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