Aluguéis acumulam alta 15,8% em 12 meses, diz Secovi

SÃO PAULO - Os contratos novos de aluguel assinados na cidade de São Paulo em abril registraram aumento médio de 2,2% em relação aos preços de março, segundo levantamento mensal do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). No acumulado dos últimos 12 meses o aumento chega a 15,82%.

"Os valores estão em ascensão na capital paulista porque a demanda por imóveis para alugar é bem mais alta do que a oferta de moradias", afirmou Francisco Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Sindicato.

Ele ressaltou que atualmente pode haver fila para alugar um imóvel. "Muita gente prefere morar perto do trabalho, elevando a demanda por aluguel, que sempre foi disputado, entre outros, por estudantes e profissionais que vêm trabalhar por um período predefinido na cidade", disse.

Na divisão por segmento, os imóveis residenciais que tiveram maiores aumentos em abril foram as unidades de 3 dormitórios, com aumento médio de 2,5%, frente a março. O custo das moradias de 1 e 2 quartos subiu um pouco menos: 2% e 2,2%, respectivamente, no mesmo período.

Ainda de acordo com o levantamento do Secovi, o fiador foi a modalidade de garantia mais utilizada pelos proprietários e inquilinos, respondendo por 51% dos imóveis locados. O depósito de até 3 meses de aluguel também foi muito usado (29% das locações efetivadas), enquanto o seguro-fiança viabilizou cerca de 20% das moradias alugadas.

Os imóveis alugados mais rapidamente foram os sobrados e as casas, que foram locados em um período médio de 12 a 30 dias. Os apartamentos tiveram desempenho inferior: o Índice de Velocidade de Locação (IVL), que mede em número de dias quanto tempo um imóvel vago demora para estar alugado, oscilou entre 18 e 37 dias.

(Karen Camacho | Valor)

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