Minha Casa deve construir 2 milhões de imóveis até 2014

BRASÍLIA - Com valor médio 30% mais elevado e área do imóvel ampliada para 39,6 metros quadrados, foi lançado hoje a segunda etapa do programa de habitação de baixa renda, Minha Casa Minha Vida. A meta do governo é investir R$ 125,7 bilhões para a construção de dois milhões de unidades, até 2014.

Nota distribuída durante o evento no Palácio do Planalto aponta que, do montante de investimentos previsto, a maior parcela ou R$ 72,6 bilhões serão recursos da União, na forma de subsídios. E R$ 53,1 bilhões restantes em financiamento.

O Minha Casa atende a famílias com renda até 10 salários mínimos (R$ 5,450). Como o valor do subsídio indica, o governo vai priorizar a parcela da população que ganha de um a três salários mínimos mensais, favorecida com subsídio integral, para quem serão destinadas cerca de 60% dos imóveis.

Em relação à primeira fase do programa, quando a meta era de um milhão de unidades, o governo alterou regras "para aumentar a eficiência".

O valor médio das moradias passou de R$ 42 mil para R$ 55,188 mil. A área construída das casas subiu de 35 para 39,6 metros quadrados. E dos apartamentos, de 42 para 45,5 metros quadrados.

Melhorias como azulejos nas paredes da cozinha e banheiro, piso cerâmico e portas e janelas maiores (0,8 metro) foram agregadas ao benefício da energia solar, existente no Minha Casa fase um.

Outro detalhe: as famílias que receberem subsídio só poderão vender o imóvel, antes de 10 anos, após a quitação, inclusive do subsídio. E as mulheres das famílias com renda até três mínimos (cerca de R$ 1,6 mil) poderão contratar o imóvel, independente do estado civil e sem necessitar da assinatura do cônjuge.
Por enquanto, a Caixa Econômica Federal continua com a exclusividade dos contratos com subsídio integral. O Banco do Brasil deve começar a atuar também, mas somente a partir de 2012.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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