Ser bissexual é moda ou tendência?

Colaboração para o UOL

Pelo menos sob o ponto de vista da matemática, a bissexualidade sobe em 50% as chances de achar um parceiro. Há quem defenda que essa orientação sexual será uma alternativa natural dentro de duas ou três gerações, quando a busca por um par será naturalmente pelo conjunto que a pessoa oferece, e não apenas pela parte biológica.

 

A psicanalista e escritora carioca Regina Navarro Lins, autora do livro “A cama na Varanda” (Editora Best Seller), relata que será cada vez mais natural encontrar bissexuais, e que essa opção tende a ganhar espaço nos próximos anos. “Assim como diversas outras, a imposição pela heterossexualidade é cultural. Somos educados a gostar de pessoas do sexo oposto, crescemos com esse conceito, e qualquer coisa diferente nos soa fora da linha, embora seja absolutamente natural”, defende.

 

Para Freud, o ser humano é biologicamente bissexual. Nasceríamos com um impulso sexual dirigido tanto para pessoas do sexo oposto como para as do mesmo sexo, e a orientação sexual seria determinada na infância. Entretanto, a psicóloga não define a bissexualidade como modismo ou tendência, mas inclina para uma tolerância social. “Diversos fatores fizeram com que estejamos vivendo um momento de transformação das mentalidades. É importante citar o surgimento da pílula, nos anos 60, que permitiu à mulher definir sua vida sexual, e também a desconstrução da sociedade patriarcal, que trouxe efeitos permissivos a cada membro da família”, relata a psicanalista. (Wilson Dell'Isola)


 

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