Conheça aventuras e frustrações de quem busca o amor pela internet

RENATA RODE
Colaboração para o UOL

As chamadas são tentadoras afinal, a busca pela “tampa da panela” nunca foi tão rápida e direta. Hoje, namorar virtualmente virou uma febre nacional (e internacional) dependendo da página em que você se conectar. Passatempo para alguns e seriedade para muita gente, os sites e seus usuários se multiplicam, assim como o número de gente em busca de novos relacionamentos. A disputa entre os endereços é grande, e a diversidade de cadastrados e ferramentas também. Alguns são pagos, outros gratuitos, mas a grande pergunta que fica no ar é por que as pessoas buscam cada vez mais esse tipo de interatividade? “Eu não acho que balada seja um lugar ideal para conhecer alguém. Sou tímido e exigente, me interessei pelo site e resolvi experimentar e, até hoje, depois de um ano e pouco, nunca me arrependi de um encontro ou amizade que tenha surgido”, explica M. J., 29 anos, advogado, que atualmente estuda para tornar-se juiz. Nossa repórter o descreve: um moreno lindo, culto, jovem e educadíssimo.

 

Você estaria interessada em conhecer moicano78, bernardo-boavida, pato-de-borracha, murilo-baladeiro, indiomeigo, leazinho327, duro_de_fisgar, zédaégua, Bigorna ou tonybizarro?

Daniela Mantegari e José Antonio Ramalho, autores do livro "Amar.com"

Sim! É possível achar gente que vale a pena não só pela aparência física, mas também pelo conteúdo. A grande sacada está em saber como construir seu perfil e como realizar uma busca livre de surpresas indesejáveis. “Baseando-se no perfil do site, no Orkut, no teor das conversas diárias pelo MSN e na webcam é possível saber muita coisa da vida do outro antes que essa amizade vire flerte e caminhe para um encontro pessoal em que ambos já demonstraram um interesse inicial”, explica A. S., 33 anos, secretária.

 

O sucesso desse novo método de paquera se traduz em números. Em 2009, de cada oito casamentos realizados nos Estados Unidos, um deles se conheceu pela internet, e o Brasil não fica atrás. Você já deve ter acompanhado ou ouvido casos em que as pessoas se conhecem pelo computador e casam-se, repentinamente, mudando suas vidas em busca de viver um grande amor.

 

Isso foi o que aconteceu com o casal de autores Daniela Mantegari e José Antonio Ramalho. “Depois que vivenciamos essa experiência de nos conhecermos em um site e namorarmos, resolvemos contar a todos como, muitas vezes, os sinais estão na nossa frente e não conseguimos enxergar. Grande parte das pessoas ainda tem preconceito pela busca por pares na internet ou não acredita nesse método. Hoje somos a prova viva de que ele funciona”, explica Daniela. Juntos, escreveram o livro “Amar.Com”, da Editora Gente, em que ensinam como ter sucesso na busca pelo par ideal.

 

Vitrine

 

A maioria das pessoas que procura esse método está atrás da facilidade e possibilidade de escolhas, já que o site é como uma vitrine, com imagens e informações sobre o pretendente. Segundo os especialistas, o usuário deve levar em consideração cinco itens básicos para se dar bem na comunicação digital: a foto, o apelido, a frase de chamada, a apresentação pessoal e o perfil de quem ele busca. E não é só o fato de ter a imagem no perfil ou não, já que os próprios cadastrados avisam em mensagens que não respondem e-mails sem fotos.

 

Na aventura da busca por namorado ou namorada ainda vale a máxima que a primeira impressão é a que fica, portanto muito cuidado na hora de escolher a foto que ficará disponível na página da internet. “Eu já nem acesso perfis que trazem fotos com o rapaz no celular, em um carro chique ou na piscina. A pessoa que coloca no perfil uma foto dessas quer mostrar algo que não é e eu pulo fora antes mesmo de entrar”, confidencia D. M., 27, administradora de empresas.

 

Além desse detalhe, os apelidos podem servir para aproximar ou afastar de vez gente muito bacana. Nossa repórter chegou a listar algumas palavras usadas em apelidos que são (no mínimo) ridículos e que você deve evitar. Para homens: fuja de nomes em que a propaganda é exagerada, como “conquistador”, “Dom Juan” ou “moreno misterioso”. Também evite adjetivos que passam mensagens erradas sobre você como “separado carente” ou “lobo solitário”. Esses apelidos demonstram sua extrema carência e total desespero em encontrar alguém. Já mulheres, devem evitar nomes vulgares ou detalhes que possam ter dupla interpretação por parte do pretendente como: “loira separada”, “bonita e independente”. Normalmente os apelidos masculinos são os campeões de criatividade e falta de noção, e repelem visitantes desde o início, tornando a busca ainda mais difícil.

 

Quer tentar? Inscreva-se!


Veja abaixo alguns dos sites de namoro que pesquisamos:

www.metadeideal.com.br
www.parperfeito.com.br
www.br.match.com
www.be2.com.br
www.brazilcupid.com
www.aondenamoro.com

 


 

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