Nova Daslu abriu hoje sem confusão. Luxuosa loja também tem marcas menos elitistas

Carolina Vasone
UOL Moda

  • Folha Imagem

    Parte feminina da nova loja da Daslu

    Parte feminina da nova loja da Daslu

A nova loja da Daslu abriu as portas às dez da manhã desta quarta-feira para o público, depois de várias visitas fechadas para convidados, que aconteceram desde sexta da semana passada.

Na entrada principal da loja, com colunas neoclássicas fazendo sombra à cancela eletrônica típica dos estacionamentos de shopping, nada de filas ou socialites enlouquecidas pela peça mais recente da Prada. O clima era de calmaria, com seguranças e moças orientando a chegada dos veículos.

Recepcionando a clientela, "guides" (senhoritas responsáveis por "guiar" pela loja os clientes que solicitassem orientação) e "hostess" (contratadas para tirar dúvidas como a localização das grifes) usavam uniformes em preto, com lenços amarrados na cintura em cinza ("hostess") ou bordô ("guides"). Já as famosas "dasluzetes" - as vendedoras, muitas vindas de famílias ricas da sociedade paulistana - estavam camufladas no recinto. Vestidas "à paisana", elas atendiam a clientela selecionada, assídua frequentadora (e "gastadora") da loja. Os consumidores "mortais" podiam identificar algumas pelas grandes sacolas pretas que carregavam com a seleção de compras de suas clientes.

Dispostas em salas que formam uma espécie de labirinto de moda - intercalado por corners que serviam cafezinho (Illy) e água - as 120 marcas oscilavam entre as mais luxuosas do planeta (vestidos lindos Armani a R$12 mil e Valentino a quase R$ 40 mil) e outras bem conhecidas da classe média alta paulistana, como Triton, Iódice e Fórum. Para completar a ala mais "simples", as conhecidas e acessíveis marcas americanas Gap e Banana Republic.

Salas como as da Louis Vuitton e Chanel foram muito "observadas", mas o movimento de gente experimentando roupa era grande mesmo entre as araras da marca própria da Daslu. Para as mulheres, aliás, é bom ir preparada com um bom conjuntinho de lingerie, já que a loja continua sem provadores, com todo mundo se trocando na frente de todo mundo (homens são proibidos de entrar na área de moda feminina). No andar masculino, há provadores para os homens.

Quem tinha o já famoso "cartão Daslu", fez uso dele já antes de entrar na loja, para abrir a cancela eletrônica. Mas os "sem-cartão" não precisam sentir-se excluídos (pelo menos é o que dizem os funcionários da loja). Segundo as "guides" nem é preciso consumir nada na Daslu para fazer o cadastro e ganhar o cartão. Basta dirigir-se ao subsolo e preencher uma ficha. "É uma questão de segurança. A Daslu quer saber quem está dentro da loja", disse uma das atendentes.

Quanto aos comentados R$ 30 cobrados pelo estacionamento dos "sem-cartão", segundo a loja, eles podem ser descontados das compras efetuadas dentro do prédio.

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