Manchas, paetês e "moulage" marcam desfile de Maria Fernanda Lucena

CAROLINA VASONE
Enviada especial ao Rio

  • Publius Vergilius/UOL

    Roupas foram criadas no corpo das modelos

    Roupas foram criadas no corpo das modelos

A estilista carioca Maria Fernanda Lucena desfilou sua coleção de inverno no Fashion Rio com aposta no paetê, nos tecidos manchados no estilo tie-dye e no "moulage" - técnica em que o estilista faz a peça no manequim ou corpo do modelo.

As barras pontudas, irregulares, de tops e saias longas também apareceram bastante no desfile, aberto pela top model Raquel Zimmermann vestida num paletó verde escuro de veludo manchado de rosa e preto na barra e uma bermuda soltinha molenga rosa velho.

Saias longas e tops tomara-que-caia aparecem muito na coleção, sempre assimétricos nas barras, muitas vezes com sobreposições de blusas. Tecidos leves e transparentes como crepes (a maioria) e seda ganham paetês coloridos com a intenção de formar manchas como respingos de tinta, segundo a estilista.

Os respingos de tinta, aliás, apareceram também ao longo da passarela e numa parede da boca de cena, "subindo" para os sapatinhos baixos.

Para Mariana Rocha, consultora de moda do UOL, a intenção da coleção é boa, descontraída. "Falta, no entanto, uma intenção mais clara no trabalho de moulage. Não se trata apenas de pegar o tecido e ir construindo sobre o manequim, mas, a partir deste tecido, projetar uma idéia numa forma tridimensional", diz a consultora.

As cores também apresentam problemas. "A cartela carece de identidade. É muito calcada numa cartela européia de coleções passadas. Não sei se é intencional. Mas na moda, não se pode ser inocente", conclui Mariana.

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