Rio Moda Hype investe em atitude rock'n'roll

CAROLINA VASONE
enviada especial ao Rio

  • Publius Vergilius/UOL

    Look da grife Koolture

    Look da grife Koolture

A segunda leva dos jovens talentos do Rio Moda Hype - a primeira se apresentou nesta sexta - investiu pesado na temática roqueira em suas coleções de inverno apresentadas neste sábado, último dia do Fashion Rio.

A coincidência não é nada proposital - as seis marcas apresentam coleções independentes -, mas acabou resultando numa divertida passagem por vários momentos do rock.

Laço de Fita, Koolture e Athria Gomes pintaram olhos de preto, investiram no xadrez, usaram vinil preto em minissaias justas e vestidos. As outras três grifes (Flesh Beck Crew, Charllote e Cordel Regional) utilizaram o rock apenas na trilha sonora.

"De uma certa forma, o Rio Moda Hype, principalmente no segundo dia, rompe com o 'bom mocismo' que impera no Fashion Rio, trazendo para a passarela uma intenção mais rebelde", analisa Mariana Rocha, consultora de moda do UOL.

A Laço de Fita abriu os trabalhos com referência grunge, com muitas camadas de babado em saias em xadrez branco e preto, com detalhe da barra em estampa diferente, mais pop, e a outra também em xadrez, dessa vez num tom caramelado, presente em vários looks do desfile.

"Esse foi um dos melhores desfiles do Fashion Rio até agora. Uniu duas idéias diferentes - o estilo camponês romântico e o grunge - em peças inventivas e usáveis", acredita Mariana Rocha, consultora de moda do UOL. Um exemplo disso é o vestido preto com saia de camadas de babados, construído com malha de "camiseta de banda", lembra a consultora.

Em seguida a Koolture se inspirou no movimento punk, encheu de lápis preto os olhos das modelos, investiu nas botas pretas, nas camisetas com detalhes de paetê, nas saias de preguinhas, nas minis inteiras brilhantes, dando ar "glam" ao punk. "Apesar de não trazer muita novidade, essa releitura do punk deve agradar as garotas que gostam do gênero rebelde 'light'", diz Mariana.

O Cordel Regional trouxe uma coleção masculina baseada nos estereótipos masculinos, do executivo de terno ao "rico" de robe e taça de bordeaux na mão. Calças mais ajustadas, como a de lã que abriu o desfile, em tom caramelo e bermudas mais curtas como a jeans e a de veludo cotelê caramelo e blazers pontuaram o desfile.

"Uma coleção muito bem realizada, com destaque para os ternos de paletós encurtados, os blazers de lã trabalhados com detalhes com bolsos externos e os jeans usados com peças de alfaiataria", afirma a consultora.

A Charllote se inspirou no filme "A Garota de Rosa Shocking" para criar seu inverno pink, cinza, turquesa e roxo, sempre combinados com preto. Vestidos e blusas com aplicação de cristal apareceram em profusão em tecidos de malha. A malha também foi usada em calças mais moles. Os brilhos surgiram em detalhes das peças.

"É uma coleção bem inspirada nos anos 80, com as formas tradicionais da época, como as mangas morcego, o decote canoa aberto caído, deixando um ombro à mostra, e a combinação clássica do preto com cores vivas", diz Mariana.

Athria Gomes também investiu pesado nos anos 80, dessa vez também com influência do punk nas roupas. Vestidos e minissaias de vinil preto, estampa de oncinha bem amarela em coletes e vestidos tubinhos e o vestido "maxi-pull" (na forma de pullover) de tricô listrado em preto e branco e peças com influência militar compuseram a coleção.

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