Giselle Nasser abandona vestidos de festa e investe no misticismo

CAROLINA VASONE
Editora de UOL Estilo

  • Alexandre Schneider/UOL

    Modelo desfila look da coleção inverno de Giselle Nasser

    Modelo desfila look da coleção inverno de Giselle Nasser

Conhecida por suas clientes - e por compradoras em lojas como a Daslu - pelos vestidos de festa, Giselle Nasser incorporou outro espírito para o Inverno 2008. A abertura do desfile, na sala de exposições (vazia) do MAM, dava a prévia dos novos ares: quatro pessoas com cabeças de animais (feitas pelas estilistas da marca Amonstro, Helena Pimenta e Lívia Torres), batucavam, como numa cerimônia primitiva, tambores que anunciavam a nova coleção. Eram os integrantes do grupo Homem do Brasil, acompanhados (no final do desfile todos tiraram as máscaras) da própria estilista.

Na passarela, o misticismo de várias épocas e regiões, do Egito às bruxas celtas, passando pelas deusas indianas e figuras de tarôs, foi visto desde os acessórios (nos brincos e acessórios imitando penas, nos acessórios de cabeça) e também nas roupas, com padronagens como as listras primitivas em tons de rosa, em franjas, na estampa com referência egípcia, em vestidos ora soltos, ora marcados na cintura. Algumas marcas registradas da estilistas puderam ser vistas na passarela, como o uso dos debruns em muitas peças, os recortes de alguns vestidos. De maneira geral, porém, a imagem remetia às referências indígenas e ao estilo mais hippie bastante visto no Fashion Rio. Bordados como o do colar tribal na camiseta e mesmo as inspirações místicas, tribais, lembravam bastante o universo de criação de outra estilista contemporânea a Giselle Nasser; Fabia Bercsek.

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