Mangas, curtos, pregas e volumes dão poder ao inverno de André Lima

CAROLINA VASONE
Editora de UOL Estilo

  • Alexandre Schneider/UOL

    Look de inverno de André Lima

    Look de inverno de André Lima

"Tema é coisa de escola", quase bradava André Lima em entrevista minutos depois do fim do desfile. De fato, a referência a David Lynch, na trilha sonora com a mesma música de Nina Simone usada no último filme do cineasta ("Império dos Sonhos") e o belo cenário assinado por Marton, tendo como base uma obra do artista italiano Alberto Burri, eram apenas pontos de partida distantes do resultado da coleção do estilista apresentada na noite deste sábado (19), quarto dia de São Paulo Fashion Week.

No Inverno 2008 de André Lima o que chama a atenção são simplesmente (nem tão simples assim) as roupas, seja lá de onde a idéia para criá-las tenha vindo. Como sempre para mulheres poderosas, desta vez a sensualidade não aparece nos longos esvoaçantes característicos do estilista até um passado recente, ou no colorido vibrante das estampas que continuam, em desenhos geométricos vagamente primitivos (algo também característico do trabalho dele), porém balanceadas de maneira interessante pelo volume dos vestidos, agora curtinhos, a maioria em tafetá de seda, com relevos feitos de camadas de pregas presas, volumes conseguidos a partir de pregueados que formavam babados, tiras de pregas que saiam dos vestidos. Junto com elas, as pregas, impossível não falar das mangas, as grandes vedetes da coleção. Eram elas que davam a graça final aos vestidos mais sequinhos, e apareciam tanto em balão como abertas, arredondadas, ou quadradas, caindo molengas na lateral do vestido "pipa" de cetim de seda usado por Michele Provensi, um dos melhores momentos do desfile.

"Quis mostrar que a mulher brasileira pode usar volume", dizia André Lima, no camarim. "Se for magra, claro", completava, brincando e falando sério ao mesmo tempo.

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