Dândis são tema de mostra em museu de Christian Dior

  • AFP

    O diretor de criação da grife Dior, John Galliano

    O diretor de criação da grife Dior, John Galliano

PARIS, 30 ABR (ANSA) - O museus Christian Dior em Granville, cidade natal do estilista, no norte da França, abrirá amanhã a exposição "Dandismo 1808-2008, de Barbery d'Aurevilly a Christina Dior", que percorrerá as diversas interpretações do dandismo na moda.

Caracterizado por trajes aristocráticos, de extrema elegância e alguma excentricidade, o dandismo teve no escritor francês Jules Barbey d'Aurevilly (1808-1889) um de seus primeiros divulgadores. Em 1845 o escritor publicou "Du Dandysme et de Gorge Brummel", obra de referência considerada o manifesto dândi.

Cartas manuscritas, textos originais e quadros como o retrato de d'Aurevilly pintado por Emile Levy, além de acessórios e objetos vindos de coleções privadas e de museus tentam recriar a atmosfera dândi do passado e do presente nos espaços do museu de Dior.

"De Jean Cocteau a David Bowie, de Charles Baudelaire a Cecil Beaton, passando por Christina Dior e suas roupas de festa entre 1957 e 1967, o principal objetivo dos dândis é vestir-se para impressionar. Cada detalhe, cada acessório, cada pensamento poético é adaptado ao contexto", explicou o diretor de criação da grife Dior, John Galliano acrescentado estar "honrado por participar da realização da exposição".

"O dândi segue a moda e também a infringe, para deixar sua marca procura diferenciar-se. Os dândis são sonhadores que ousam em seus sonhos", continuou Galliano, que muitas vezes usou como inspiração para suas criações dândis como o escritor Oscar Wilde, "que queria fazer da própria vida uma obra de arte".

Wilde assumiu um espírito dândi decadente, uma reação à modernida e à vulgaridade que seria adotado pelos dândis da Belle Epoque. No íncio do século XX, surgiram os chamados "dândis inovadores", que valorizavam esportes de elite, como pólo e golfe. Foi na Grã-Bretanha, pátria do dandismo, que nos anos 1960 surgiram os "novos dândis", representados pelo cantor David Bowie.

"Admiro os novos dândis que são a meu ver o pintor Jacques Monroy e o pop star Justin Timberlake, que perpetuam a euqação perfeita entre ser e aparecer, encarnam a modernidade", disse Kris Van Assche, diretor criativo da marca Dior Homme.

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