França expande mercado de tecidos cosméticos

Da Ansa, em Paris

Jeans anticelulite, meias que relaxam, camisetas hidratantes, pijamas de algas antienvelhecimento: o mercado dos tecidos farmacológicos passa por uma forte expansão na França. Para Edith Lemahieu, filha do fundador da malharia francesa que leva seu sobrenome, "trata-se de uma oportunidade única para as empresas têxteis francesas sobreviverem".

Os efeitos das roupas farmacológicas se produzem pelo atrito entre a pele e o tecido, que libera as microcápsulas com propriedades refrescantes, hidratantes, emagrecedoras ou desodorantes.

"Os resultados são praticamente idênticos àqueles obtidos com um creme", observa Patrick Beau, presidente da Spincontrol, um laboratório de testes farmacológicos.

"Os riscos de alergia relacionados à combinação de cosméticos e tecidos é mínimo", acrescenta. "Nos testes realizados com esses produtos, os casos de intolerância não passaram de um porcento".

"É um mercado emergente, ainda em estado embrionário, mas que promete", comenta Yan Balguerie, presidente de uma empresa fabricante de microcápsulas, em entrevista ao jornal econômico francês Les Echos.

Um tecido "microcapsulado" leva cerca de quatro milhões de cápsulas por centímetro quadrado e resiste a cerca de vinte lavagens antes de perder seu "efeito".

"Mas por enquanto não se sabe bem como recarregá-lo", explica Balguerie. "No futuro o métido será fazer as microcápsulas reagirem mediante choque térmico".

Liderados pela França, outros países da União Européia estão trabalhando em um guia de normalização da indústria de tecido que incorpore um guia sobre as variações cosméticas, assim como um padrão de etiquetas para as roupas especiais.

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